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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Cultura de Pedra

Edição de Dezembro

Recuperação do Jardim da Infância, em Caneças

Antes:

     

Depois:


  




As obras, da responsabilidade da Junta de Freguesia de Caneças, acabaram recentemente e, como tinha prometido, eis-me aqui, no último dia do ano, a dar-vos conta de mais esta importante obra na minha freguesia.
Para quem cá cresceu, é óbvia a importância do Jardim da Infância; para quem não conhece, posso dizer-vos que foi onde passei algum do meu tempo de brincadeiras, enquanto canecence júnior. Eu e milhares de outras crianças.
O Jardim, porém, começava a acusar o passar dos anos, tal como nós, que nele fomos crescendo e também o emblemático Chafariz, vítima de vandalizações urbanas,  ou mesmo a própria vedação, repleta de mensagens da geração da lata de spray.
Foi em boa hora que a Junta de Freguesia pôs mãos à obra e recuperou este verdadeiro ícone da cultura popular saloia.

Agora sim, até para o ano, que trará, certamente, tantos ou mais e melhores motivos de artigos da freguesia, do País e do Mundo (já pareço o outro do Jornal da SIC, lol).

Ver edições anteriores.

BM

domingo, 23 de novembro de 2008

Cultura de Pedra


Edição de Novembro:

Não totalmente desactualizado, trago-vos mais um projecto da margem Sul, desta feita de Almada:

Metro de Superfície


Envolto em polémica (como todas as grandes obras), o metro do Sul do Tejo já é uma realidade.

Com ligações ao centro da cidade, a cacilhas ou à FCT da Universidade Nova de Lisboa, o lançamento do metropolitano insere-se numa "campanha destinada a revitalizar o comércio tradicional no centro da cidade, associada ao programa de animação da quadra do Natal(...)", assim escreve o jornal Global de 6 de Novembro.

Obviamente que é muito mais do que isto. É um meio privilegiado de transportar as pessoas das suas zonas de residência até aos principais terminais de outros transportes públicos, por exemplo. É o descomplicar da mobilidade dentro da cidade.

Do pouco que vi, a obra parece-me bem. Sei que foi uma grande reinvindicação da população, mas também sei que há vozes que se levantam contra a sua realização. Nada mais normal em democracia.

Gostava de obter mais opiniões, nomeadamente de quem lá mora ou faz a sua vida.

Edições Anteriores

BM

domingo, 2 de novembro de 2008

Cultura de Pedra

Edição de Outubro, com 2 dias de atraso...

Como já vos disse, os últimos tempos têm sido dificeis, entre trabalho, aulas e dinâmica voluntária.

De qualquer maneira, cá estou eu, tal como prometido, a dar conta de mais uma vila em profunda transformação. Tão profunda que me atrevo a chamar-lhe Revolução.

Vou falar-vos da minha segunda casa, onde passei dos melhores momentos da minha vida: Sesimbra.

Para quem já não vai a Sesimbra há mais de dois anos, esqueça tudo, ou quase tudo, o que pensa saber sobre Sesimbra.

A vila está realmente mudada! Passeios pedonais ao longo da praia, requalificação das estradas e melhoria do trânsito são apenas alguns exemplos pequenos do que por lá se anda fazendo.

Felizmente tive a brilhante ideia de, em bom tempo, subscrever a revista "Sesimbra Município", onde a CM vai dando conta do que anda a fazer. E, digo-vos, é um stress ler aquela revista! Sempre que chega um número novo, deparo-me com mais não sei quantas obras, ideias e projectos. Sesimbra bem merecia que cuidassem dela como estão a fazer agora. Nos últimos anos, a vila tinha estagnado no tempo e, para além de uma nova unidade hoteleira, nada tinha surgido de novo, bom ou diferente. Tudo mudou. 
Sempre que lá vou recordar os bons tempos, vejo um pormenor novo, uma acessibilidade melhorada, uma nova rotunda saída da auscultação à população, o Castelo a ser recuperado e utilizado para eventos interessantes... sim sr! Isto é que é trabalhar.

Muitos são os exemplos do bom trabalho que tem vindo a ser desenvolvido. Quero só destacar alguns:

- "O arranque da construção da Escola Básica do 1º Ciclo e Jardim de Infância no Pinhal do General, o lançamento do concurso para construção da EB1 e Jardim de Infância de Sampaio e a aceitação da candidatura para construção da EB1 e Jardim de Infância no Zambujal são uma realidade e representam um passo importante na renovação do parque escolar do município, que a autarquia tem levado a efeito nos últimos anos." Assim escreve a tal revista que vos falei.

- Requalificação da Fortaleza, marginal poente e núcleo antigo da vila - candidatura ao QREN foi aprovada!

- Obras de Saneamento em todo o concelho.

- Fortaleza de Santiago - após pressão do Presidente da CM, este imóvel vai, finalmente, passar a ser gerido pela CM, pelo que já está preparado o projecto de recuperação e requalificação deste imóvel, com a instalação no seu interior de "um conjunto de equipamentos de cultura e lazer".

Mas uma das coisa mais importantes que gostava de partilhar convosco é a requalificação do Cabo Espichel e do seu santuário. Quem não se lembra de ir a este belo lugar onde a natureza e a obra do Homem parecem rivalizar em beleza, e pensar "como raio deixaram chegar isto a este ponto de degradação??" 
Pois este sentimento não mais será sentido pelos amantes do património e da natureza: nos últimos meses a CM levou a cabo a "regularização do piso do terrado do santuário, através da colocação de um pavimento em seixo e eliminação do estacionamento para permitir apenas a circulação pedonal." Só por isto já estava contente, mas...
"De seguida a autarquia procedeu ao emparedamento dos vãos da ala Norte, à limpeza da Mãe d'Água e de toda a envolvente do conjunto, e à caiação das fachadas."

Mas não se ficam por aqui: " Para levar por diante as restantes intervenções previstas, a CM apresentou uma candidatura ao QREN, da qual ainda aguarda resposta. O projecto, orçado em cerca de 1,2 milhões de euros, contempla a reestruturação dos espaços exteriores do santuário, a zona do terreiro e junto à falésia, a construção de um estacionamento, a requalificação da  Mãe d'Água e a criação de um percurso museológico de ligação entre vários pontos de interesse turistico (...)."

Bom, poderia ficar aqui o resto do fim de semana a falar-vos de que se passa em Sesimbra, mas acho que o melhor mesmo é tirarem um dia ou dois e irem passear por lá.

Gostaria de parabenizar o Sr. Presidente da CM pelo excelente trabalho que tem vido a desenvolver e dizer-lhe que tenho muita pena de, no meu concelho, não assitir a esta dinâmica tão espectacular.

BOA!

Para quem não viu a edição de Setembro da Cultura de Pedra, ainda vai a tempo. Clica aqui!

BM

domingo, 21 de setembro de 2008

Cultura de Pedra

"Cultura de Pedra" não será apenas um artigo, mas antes uma rubrica. Uma rubrica onde vou escrever sobre as intervenções que várias entidades estão a realizar, de maneira a conservar e melhorar o nosso património arquitectónico.
Para projectar o futuro é essencial percebermos o passado, quem somos, de onde viemos. É também fundamental respeitar a história, partilhá-la com as nossas crianças para que nunca se esqueçam as atrocidades que a Humanidade já cometeu, mas também os grandes feitos de que foi capaz.
O mesmo se passa com todos os monumentos e edíficios históricos que os nossos antepassados ergueram com os mais variados objectivos. Hoje, alguns deles tornaram-se em museus, em casas de cultura; outros, porém, são abandonados, vandalizados e deixados a apodrecer, solitários ou ocupados por mendigos, até que, ou é destruído por completo, ou alguém com visão decide restituir-lhe a dignidade que merece e dar-lhe uma missão social. Porque não um abrigo digno para os mendigos "ocupas" e outros carenciados? Em destroços e abandonados é que não servem para ninguém e são uma vergonha colectiva.
Este tema será objecto de reflexão, pelo menos, uma vez por mês. Digo "pelo menos" porque é óbvio que se se justificar, a periodicidade pode/deve ser menor. 

Este primeiro olhar da "Cultura de Pedra" vai, naturalmente, para a freguesia que me recebe todos os dias, após horas de luta; que está sempre lá, acolhedora e familiar. Como disse uma vez uma amiga, noutras aventuras, é bom saber que temos um "chapéu de chuva" que nos abriga. Por mais voltas que dê ao mundo, como é minha vontade, será sempre agradável voltar a este pequeno chapéu de chuva, onde me sinto confortável e em casa.

Sim, é sobre Caneças que vou falar.

Neste campo e nesta freguesia, poderia dar vários exemplos de renovações e melhorias já feitas, em progresso ou agendadas.
Mas como este espaço quer-se de discussão e não de dissertação, vou só apresentar duas, as mais recentes:

1 - Tanque das Lavadeiras e Parque das Fontainhas




Este equipamento, noutros tempos, servia para as famosas lavadeiras de Caneças lavarem a roupa dos senhores de Lisboa.
Este espaço já sofreu diversos melhoramentos ao longo dos anos, mas tem sido alvo de algumas vandalizações... especialmente à noite, com a falta de iluminação.
A Junta de Freguesia de Caneças não se deixou intimidar por estas pseudo-manifestações de cultura urbana (os chamados TAGs), e decidiu renovar, novamente, este espaço. Desta vez, colocou um conjunto de projectores que iluminam o espaço durante a noite e lhe conferem uma vida e dignidade notáveis. Para além disso, foi instalado um circuito de água fechado que permite que corra água no tanque, fazendo lembrar os antigos tempos.


Também o parque das Fontainhas, agradável espaço de merendas e convívio situado por cima da Fonte com o mesmo nome, foi renovado. Uma nova rampa para acesso a pessoas portadoras de deficiência é um exemplo da nova cara do parque.

2 - Escola Primária transforma-se em Junta de Freguesia

Parece mentira que há uns quantos anos dei os meus primeiros passos académicos neste edifício:


Pois, é verdade. Foi aqui que andei na escola, da 1ª à 3ª classe... Depois disso não houve muito mais alunos a passar por lá e o edifício passou a albergar a delegação escolar. Contudo, há vários anos que se encontrava abandonado. Até que, mais uma vez, a Junta de Freguesia interviu: percebendo que as actuais instalações da sede da autarquia já não se adequam à sua intervenção, decidiu comprar este imóvel e transformá-lo nas suas futuras instalações.
Como o encargo financeiro é incomensuravelmente maior do que o seu poder de compra, a maneira que a junta encontrou para desbloquear esta situação foi solicitar parceria à Caixa Geral de Depósitos, que será inquilina da Junta de Freguesia neste edifício. De uma vez só, chega-se a dois anseios da população: melhores instalações e melhores condições para irem tratar dos seus problemas e uma agência da CGD, que ainda não havia na freguesia.
Após um processo que se arrastou durante alguns anos (a burocracia em Portugal mete medo), finalmente houve fumo branco.


E não foi por haver novo Papa, mas porque as obras já começaram e estão a avançar a todo o gás.

Assim que estiver pronto, comprometo-me a mostrar-vos o resultado final.

Até lá, se tiverem sugestões ou quiserem mostrar algo nesta rubrica, digam-me alguma coisa!

BM