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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Passagem de Ano em Miami - OCEAN'S DRIVE

Há dois pontos primordiais para passar a noite mais longa do ano em Miami:

- Downtown (Miami city):


A contagem decrescente realiza-se em projecção no hotel InterContinental, perto do Bayside. Qualquer um destes dois sítios oferece excelentes condições para apreciar o espectáculo de fim de ano, com bons restaurantes e muita animação. 

- Ocean's Drive (South Beach - Miami Beach):

Como podem ver, foi aqui que eu passei a passagem do ano de 2012 para 2013. 

Ocean's Drive é o paraíso da Art Déco, o estilo de design eclético dos anos 20 e 30, com cores ténues, linhas simétricas e formas geométricas, com prédios baixos (contrastando radicalmente com os arranha-céus quer de Downtown quer da restante Miami Beach). Estes edifícios sofreram algumas alterações nos anos 80, cuja onda de cor e luz, inundou tudo de cores berrantes e néons.

Esta rua fica em South Beach e, caso se desloquem de autocarro, o melhor é ficarem na paragem de Lincoln road

Ocean's Drive prolonga-se ao longo de 15 transversais (desde a rua 15th até à 1st, de norte para sul), pelo que vos recomendo que entrem o mais a norte possível, para poderem apreciar o maior número de edifícios da rua, hotéis e restaurantes. 

Na passagem de ano, todos os hotéis e restaurantes alargam as suas esplanadas para a estrada, que a autarquia local se encarrega de encerrar ao trânsito para podermos aproveitar o espaço em pleno.

Aqui ficam alguns exemplos:






Nós optámos pelo hotel Clevelander, na Oceans' Drive com a 10 th:



A meio da noite tivemos direito a espectáculo de fogo...


 ... e dança...

A festa, com jantar, ficou por 50 USD (37,47 euro) por pessoa. 
Garanto-vos que o jantar vale bem a pena... para além da qualidade da comida... é muito bem servido. Especialmente as margaritas de morango. 

Este hotel é também um dos melhores sítios para apreciar o fogo de artifício, que é lançado na praia mesmo em frente. 


Quando derem a noite por terminada... podem sempre fazer como nós e ir beber um cházinho e comer qualquer coisa para confortar o estômago numa das bakeries de south beach, como esta que aqui vos deixo que, infelizmente, não me lembro do nome (e o burro não apontou...). 




Ainda voltarei a Ocean's Drive, quando escrever sobre a praia de South Beach... :)

Have fun!

BM

domingo, 13 de janeiro de 2013

Disney - Magic Kingdom - Orlando, USA

Olá a todos.

Dando continuidade à verdadeira missão deste blogue, partilhar lugares e experiências boas, este artigo marca o início de um conjunto sobre... MIAMI, a minha mais recente viagem. 

Ao contrário do que é costume, não vou recomendar nenhum itinerário dia-a-dia; vou antes escrever sobre alguns apontamentos que me pareceram dignos de nota. Talvez assim mais fácil não me escapar nada que vos queira recomendar. 

E nada melhor do que começar com uma das experiências que, estando em Miami não devem perder:



SIM!! O parque temático mais famoso do mundo.
Walt Disney World - Magic Kingdom, em Orlando, nos Estados Unidos da América.

Partindo de Miami de autocarro, por volta das 7h00, podem contar com cerca de 4h de caminho.
O meu conselho é deitarem-se tarde na véspera aproveitando, quem sabe, a noite nos vários lounges de South Beach, sobre os quais falarei mais adiante, para depois conseguirem dormir na viagem.

As estradas são bastante boas, pelo que a viagem faz-se bastante bem.



Uma vez que Orlando é, tão somente, o centro do universo dos parques temáticos, é possível que na vossa "excursão" tenham companheiros cujo destino seja outro parque e, por isso, normalmente os autocarros param numa pequena estação onde nos apeamos todos e somos depois triados por parque. Aí o conjunto de viajantes com o mesmo destino é reunido em carrinhas e conduzido ao parque escolhido.

No vídeo vem mencionado, mas como a qualidade visual do texto é bem fraquinha, fica só a referência que, para além do Magic Kingdom, a Disney tem ainda resorts e mais três parques temáticos em Orlando - Epcot, Animal Kingdom e Hollywood Studios. Podem desfrutar ainda do parque da Universal Studios e do SeaWorld.

A 1h de caminho de Miami há ainda o Kennedy Space Center, o quartel-general da NASA. Nós não tivemos tempo de visitá-lo, mas parece-me que deve ser fascinante.

Então, sobre o Magic Kingdom:

A primeira coisa que precisam saber é que existem vários tipos de bilhetes: diários, de três, quatro ou cinco dias e ainda o passe anual. O bilhete diário tem o custo de 89 USD (66,69 euro) e o de três dias fica por 242 USD (181,35 euro), o que equivale a uma poupança de cerca de 10%.

Partindo de Miami, o bilhete diário fica em cerca de 165 USD (123,65 euro), que inclui a viagem de autocarro e a entrada no parque e ainda uma pequena merenda na viagem de ida.

Apesar do parque abrir às 9h da manhã (9 am), com fecho às 21h (9 pm), se vierem de excursão de Miami não esperem entrar no parque antes das 11h30.

Quando a carrinha vos deixar na estação, terão depois de apanhar o barco para chegar ao parque ou o metro de superfície (monorail).

A entrada desemboca directamente na avenida principal - Main Street, USA -, repleta de lojas de souvenirs (que aconselho uma visita no regresso, imediatamente antes de saírem do parque) e que conduz ao fantástico Castelo da Cinderela.

Para se orientarem melhor, aqui fica o mapa das várias zonas do parque, que irradiam todas a partir do ponto central, o Castelo.


Creio que o melhor a fazerem é seleccionar o que querem realmente fazer e correrem imediatamente para lá! Isto porque irão encontrar filas gigantes em todo o lado.

Depois de terem já feito o que não querem deixar de fazer... aconselho-vos um tour completo por todas as zonas do parque:

- Tomorrowland, Fantasyland, Liberty Square, Frontierland e Adventureland.

No meu caso... a primeira correria foi em direcção a Tomorrowland, para experimentar o famoso Space Mountain. Para esta e outras atracções muito requisitadas, o parque tem o sistema de Fast Pass (FP), que permite aos visitantes retirarem um bilhete que indica a hora que o visitante deve regressar à atracção para entrar sem ter necessidade de esperar. Infelizmente... no meu caso não deu para aproveitar, pois a hora de retorno... era posterior à hora em que tínhamos de regressar a Miami.

Se tiverem a mesma sorte que eu, vão esperar cerca de 2h para poderem andar no Space Mountain... Mas pronto, no parque, para andar em qualquer coisa, ou aproveitam os FP ou têm mesmo de esperar. Mas, neste caso, vale completamente a pena. O Space Mountain é fantástico. A montanha russa é ainda melhor do que o Space Mountain da DisneyLand Paris, se bem que a animação do último é superior.

Para saberem quais atracções têm FP, basta procurarem pelo símbolo:


Se tiverem um smartphone (que, acreditem, é uma experiência completamente diferente nos Estados Unidos) podem descarregar uma aplicação quer na app store, no google play ou na amazon apps, na qual poderão ter acesso aos mapas, horários e tempos de espera em tempo real em cada uma das atracções:


Existem vários espectáculos no parque e, se estiverem interessados, tentem também fazer um plano e mantenham-se fiéis a ele. Recomendo a "Celebrate A Dream Come True Parade", o desfile com todas as nossas personagens favoritas do mundo Disney, pelas 15h na Main Street. Há outra edição da parada, à noite (confirmem o horário à chegada), com todo o aparato iluminado.

Pelas 20h (8 pm) poderão assistir ao espectáculo mais mediático do parque - "Wishes nighttime spectacular", onde os céus se iluminam com fogos-de-artifício que podem ser vistos de qualquer ponto do parque e encerram com chave de ouro, um dia mágico.

É impossível sair da Disney sem os olhos a brilharem...

Ab,
BM

domingo, 24 de junho de 2012

Estamos ao teu lado Presidente


Contra os responsáveis por um golpe de estado que te afastou do governo de um povo que te elegeu democraticamente.

"Democracia", uma palavra que a direita paraguaia tanto detesta... depois de ter mergulhado o país na ditadura mais longa de sempre na América Latina tenta, mais uma vez, com a ajuda dos EUA, travar uma revolução socialista, baseada numa aliança alargada de vários partidos.

O povo não vai deixar.
Tens, também nos portugueses revolucionários, conscientes aliados. Força!


Abraço.
BM

segunda-feira, 21 de março de 2011

Não à GUERRA na Líbia

in Sapo.pt em 20/03/2011
Diz quem bombardeia a Líbia, que os alvos são militares e que se pouparão civis.
Mas querem enganar quem?
As bombas desviam-se se houver civis por perto?

"ah, mas se os alvos são militares, não é suposto haver vítimas civis", poderão dizer vocês... pois, assim seria.
Então porque é que já morreram mais de 50 civis e 150 ficaram feridos? pergunto eu.

Isto números não oficiais, pois claro.

Enfim.

Fiquem atentos. Eu ficarei.

Abraço,
BM

sábado, 4 de dezembro de 2010

WikiLeaks.ch... The return of the Leaks!!


Para quem não sabe (ou não quer saber...) a WikiLeaks é uma organização na área da Comunicação Social, SEM fins lucrativos.
É evidente que aceitam donativos para fazer face a despesas, mas o seu principal objectivo é, como eles dizem, "keep governments open"... e a partir de hoje estão de volta, em domínio Suíço - .ch.
Será porque acreditam que a Suíça vai manter a irritante posição de nunca tomar posição acerca do que quer que seja?

A sua actividade iniciou em 2007 e é suportada por milhares de voluntários do mundo inteiro que, com o seu trabalho, suportam a iniciativa de tornar públicos importante notícias e documentos de todo o mundo.
 
In fact, qualquer um de nós que se veja na posse (vá-se lá saber como...) de material classified pode utilizar a ferramenta "drop box" no site da Wikileaks e deixar lá o conteúdo com garantia de o fazer em total anonimato. Mas se esperam que os senhores não façam o trabalho de casa e publiquem toda e qualquer verborreia que para lá mandem... desenganem-se. Muitos jornalistas e investigadores estão no terreno e só depois de cruzarem as informações e terem a certeza da sua legitimidade é que a publicam.

Isto é uma coisa mesmo em grande. Bem pensada.

A organização tem sido distinguida pelo seu trabalho por diversas vezes, como se pode ver no seu site:
  • the 2008 Economist Index on Censorship Freedom of Expression award
  • the 2009 Amnesty International human rights reporting award (New Media)
...mas, actualmente, atravessa uma fase difícil da sua existência ao ver um dos maiores gigantes do mundo a tentar calá-la. Os Estados Unidos da América ficaram um bocadinho ofendidinhos com os últimos "leaks"... ...e quem se pica... bom, adiante.

Talvez um pequeno vídeo seja mais fácil para partilhar a ideia:
 


Tiro o meu chapéu ao seu fundador, Julian Assange, (que foi comparado a Bin Laden por Sarah Palin) pela sua coragem e preserverança. Só espero que o Ricardo Araújo Pereira não tenha razão quando diz "só tenho uma coisa a dizer... este senhor vai falecer".
Acho que isso acabará por não acontecer... bom, pelo menos não por isto; eventualmente terá de acontecer, mas deverá ser de cancro, ou de uma doença cardio-vascular qualquer como a maioria dos Americanos. O tipo foi esperto e enviou vários documentos-chave encriptados a milhares de pessoas e... se algo lhe acontecer, alguém despoleta o algoritmo que descodifica, reúne e difunde esse material corrosivo. Mesmo que isso seja meramente especulativo... acho que os senhores do poder não vão querer correr esse risco.

Deixo-vos com uma frase dos próprios:

"(...) The great American president Thomas Jefferson once observed that the price of freedom is eternal vigilance. We believe the journalistic media plays a key role in this vigilance."

BM



domingo, 31 de outubro de 2010

Logorama!

Nem a propósito... enquanto as miúdas se andam a pavonear pelos States, chega-me esta preciosidade:

Logorama from Marc Altshuler - Human Music on Vimeo.


Se virem o Ronald, façam como o Forest: RUN the hell out of there!!

BM

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Homem na Lua ou a maior treta da Humanidade?



Faz hoje 40 anos... Que o Homem chegou à Lua. Ou pelo menos é o que dizem os EUA.

Considerando que esta foto divulgada pela NASA é verdadeira,




o Universo estava num dia mau. Ou estava muito frio ou assim... tanto que as Estrelas, os milhares de milhões de "pontinhos" brilhantes existentes no Cosmos, decidiram ficar em casa a ver a novela da noite. Devia ser daquelas lamechas da TVI.

Cientistas por todo o mundo questionam a veracidade deste acontecimento, sobretudo a autenticidade das imagens publicadas pela NASA e pelos governantes dos EUA. Teorias da Conspiração referem até que foi o realizador Stanley Kubrick a "criar" estas imagens e vídeos para espantar (e ludibriar???) todo o mundo.

Eu continuo com dúvidas... Se conseguiram uma vez, porque é que nunca lá voltaram?

Que projectos, que evoluções científicas decorreram deste acontecimento?

Porque é que nunca ninguém conseguiu avistar a famosa Bandeira Americana lá colocada, nem mesmo com os melhores (e maiores!) telescópios do mundo?

uhm...

Ai ai Guerra Fria. A quantas aldrabices obrigas...





BM

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Eleições EUA 2008



Pronto, uns dias atrasado, mas é oficial:
A América elegeu o seu 44º Presidente.

Muitos fazem alarido por ser o primeiro Presidente Negro e por reflectir o sonho Americano.
Cá para mim o sr podia ser amarelo, verde ou até cor de rosa! O que me interessa é que seja um bom Presidente!!
Justo.
Honesto.
Humanista.
Reformista.

Estou convencido que ele vai tentar!

E tem já uma oportunidade para mostrar aos Americanos e ao Mundo, a sua real postura:

O Presidente Russo Dimitry Medvedev expressou logo no dia a seguir à eleição de Obama a sua esperança numa política de ruptura com o passado e numa reaproximação dos dois países.
Em teoria não me parece nada mal, pelo contrário.

Mas, na mesma declaração, Medvedev criticou fortemente o plano belicista norte-americano de instalar um reduto do seu sistema de defesa antimísseis na Europa e afirmou que, se tal avançar, Moscovo irá responderá ao plano, alinhando mísseis na sua base em Kaliningrado.

E é assim, caro Obama, que tens a primeira oportunidade para mostrares o que vales e se tens mesmo ideias progressitas, reformadoras e pacifistas.

Cá estamos para ver.

Ah! e não te esqueças:

Yes, now YOU really can!

BM (5/11/2008)


1h50: A coisa parece estar a compor-se.
Obama lidera no Ohio!
Bom pronúncio.


00h20 - De momento, McCain leva vantagem no total nacional (51% contra 47%). Refira-se que há apenas dois estados onde o vencedor já é conhecido: o Vermont (Obama) e o Kentucky (McCain).

23h55 - A Associated Press avança que Obama lidera com 51% contra 48% de McCain depois de contadas as primeiras dezenas de milhares de votos a nível nacional.

(fonte: SOL)

Tal como eu previa, a coisa não vai ser fácil.
Espero que a coisa ainda se componha.



É hoje!

Qual deles vai ser o próximo com a mania que é dono do Mundo?
Ai desculpem, Presidente dos Estados Unidos da América...

Acreditam mesmo que um Democrata (leia-se do "Partido Democrata") terá a coragem suficiente para fazer uma real e siginificativa mudança?

Yes, they can! But...

They really want it?


A verdade é que entre um e outro, espero que ganhe o menos prepotente, o menos belicoso e um pouco mais humanista, isto é, o Barak Obama.
Mas sinceramente não espero uma grande política de ruptura relativamente àquilo que aquele país está habituado a representar no Mundo.
Com um com ou outro, vão continuar a tentar mandar em tudo e em todos e a ingerirem-se na vida dos outros povos.
Mas acredito que, para os Americanos, Barak Obama será uma melhor opção.
Pode ser que com ele, a "maior democracia do Mundo" passe a ter aquelas coisas fúteis e pouco importantes como a Saúde ou Educação como direitos universais e não só para quem pode pagar ou quem tem músculos suficientes para jogar Futebol Americano.

O que acham?

Pelos vistos, as primeiras projecções pós votação começam a sair por volta das nossas 24h.

BM

quinta-feira, 20 de março de 2008

Invasão do Iraque... 5 anos depois

Saddam Hussein era um ditador. Não tenho dúvidas.
O seu regime era autoritário, perseguidor e, arrisco mesmo, sanguinário.
Inúmeros iraquianos morreram debaixo do seu jugo.

A questão que se coloca neste momento é: "Passados cinco anos, como está a situação política e social do Iraque?"

A resposta, a meu ver, só pode ser uma: Muito Pior!

Os EUA, à laia de "Bom Samaritano", iniciou o processo de
"democratização" do Iraque faz hoje, precisamente, cinco anos.

Nesses cinco anos, 40 mil soldados americanos deram a sua vida pela teimosia de um líder prepotente e por uma causa que não era a sua.

Nesses cinco anos e segundo relatórios internacionais, 600 mil Iraquianos perderam a sua vida, debaixo do jugo, não do seu ditador, mas de um ditador vindo de fora, com promessas de liberdade.

Liberdade sob mísseis, saques, combates de rua?

Que liberdade é esta?

A verdade é que na era de Saddam muitas vidas se perderam. Mas na era Bush, o número de vidas perdidas é incomensurávelmente maior.
Convém frisar que não concordo com o regime que Saddam implantou, nem com a sua conduta. De maneira nenhuma. Mas acho igualmente repugnante que um país invada outro, com falsos argumentos de existência de armas de destruição massiça, com intuito meramente económico.
O que talvez nem toda a gente saiba é que os EUA armaram alguns grupos de iraquianos para os "ajudar a manter a paz e a ordem no território"... Declarações destas faz qualquer ser pensante sentir-se insultado. Em que medida é que armar grupos de cidadãos para matar os seus irmãos pode ajudar a manter a paz? Ainda para mais com o clima de ódio que existe entre Sunitas e Xiitas.
O que os EUA ainda não perceberam é que as pessoas têm, todas, uma perigosíssima arma de construção massiça, que é a capacidade de PENSAR.

Esta capacidade leva-me a perguntar... caramba, se o Iraque era uma ditadura e os EUA os foram libertar, então porque também não o fazem na ditadura existente na Arábia Saudita?
Espera... mas eles até fizeram um protocolo comercial com a Arábia Saudita...
Será porque este país é o maior produtor de petróleo do mundo e os EUA não podem comprometer a sua produção? Todos sabemos que os períodos de recessão económica nos EUA coincidiram com quebras MOMENTÂNEAS na produção de petróleo. Imaginem o problema que seria levar "democracia", leia-se "guerra", à Arábia Saudita e com isso parar grande parte da produção de petróleo... que desgraça.

Faz-me também lembrar do Vietnam.
Não preciso dizer mais nada, pois não?

A questão é... Quantas vidas mais será preciso ceifar para que os EUA percebam que perderam esta batalha pelo petróleo Iraquiano?

E quantos mais iraquianos precisará a Al-Qaeda recrutar, para que os EUA percebam que estão a alimentar o extremismo? Sim, não existia Al-Qaeda no Iraque.

Agora existe.

O que é realmente triste é vermos iraquianos, entrevistados por jornalistas portugueses, dizerem que preferiam viver numa ditadura, "que afinal até estavam bem com Saddam", se comparem com o que têm agora.

Enquanto democrata fico devastado com estas declarações. Enquanto ser humano, percebo exactamente o que querem dizer.
Preferem ter medo de falar ou agir
(para não serem reprimidos pelo regime ditatorial),
do que ter medo de andar na rua e serem mortos só porque sim.

E o maior problema está para vir. Quando finalmente perceberem que não há nada a fazer senão retirar, que não conseguem explorar mais o país, como raio é que os EUA vão conseguir sair de lá?

E pior que isso... o que vai acontecer no Iraque?

Muitas páginas sangrentas de jornal serão viradas no metro a caminho do trabalho.

Enquanto fazemos a nossa vida descansadamente, outros, iguais a nós,
matam-se por delito de opinião.

E nós, chegamos ao trabalho, ligamos o computador ou a máquina da fábrica, vestimos a bata ou o fato macaco, bebemos café e rimos da anedota da contra-capa do jornal gratuito.

BM