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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Conhecer Dublin Dia #2

Neste segundo dia em Dublin, aconselho-vos a rumarem à Viking/Medieval Area, onde poderão encontrar os edifícios mais típicos da era celta, onde a modernização da cidade não foi suficientemente forte para destruir a tradição. 

Nesta zona poderão apreciar a Christ Church Cathedral, e o Dublin Castle que, para variar, tem um bonito jardim onde poderão repousar.


Dublin Castle
Tomem depois a Patrick Street, e caminhem até à St. Patrick's Cathedral. A catedral é lindíssima e visitável por dentro, ainda que seja pago. Os estudantes têm desconto como, aliás, na maioria das atracções da cidade. 


O interessante desta catedral é que passou por diversas fases e reconstruções sendo visível cada uma delas no estilo de cada ala. Visitem também as catacumbas, onde poderão ver o tesouro e algumas peculiaridades interessantes, como as múmias de um gato e de um rato que terão morrido no órgão da catedral, quando o segundo lá se enfiou tentando fugir às garras do primeiro.

Esta zona tem também bonitas ruas para vaguear e, por isso, sugiro que deambulem até se sentirem satisfeitos. Depois, desçam até ao rio e passem para o outro lado. Poderiam ficar deste lado da margem e ir ver a zona oeste da cidade, mas assim perderiam algumas ruas bonitas e também a oportunidade de passar em várias pontes sobre o Liffey. Passem pela ponte O'Donovan ou pela FR Mathew e estarão cara a cara com o "The Four Courts".


Sigam pela Church Street, até ao cruzamento com a Mary's Lane e virem à esquerda para encontrarem um sítio IMPERDÍVEL: a antiga Destilaria da Jameson. Infelizmente nesse dia, o Bruninho estava um bocado preguiçoso e não levou a máquina, e portanto não há registo do espectacular edifício que outrora albergava a fábrica e agora nos serve de museu. 

A entrada é paga, mas uma vez mais, merece que abram os cordões à bolsa. Poderão começar por ver um pequeno filme sobre a história da família que a fundou e como surgiu a fama do Jameson. Não esquecendo que o lema desta família era "sine metu", ou seja, "sem medo".  

Depois poderão assistir a cada uma das 8 etapas de produção do whiskey irlandês, sendo que a fase mais distintiva é a 6ª, a destilação. E porquê? Porque é tripla, ao contrário do americano que é só destilado uma vez e do escocês que é duas. Ah e Scotch só se aplica ao escocês, ok?? 

No final da visita ainda temos direito a uma prova de whiskey, da maneira que melhor nos aprouver. Eu escolhi com ginger-ale, mistura a que eles chamam de "Perfect Serve". 

Depois disto quererão almoçar algo, creio. E bem sei que é andar para trás um bocado, sabendo que o que vos vou propor a seguir é continuar para oeste. Mas... nesse lado da cidade, sítios para comer não abundam e, por isso, mais vale recuar 10 minutos, porque é mesmo só isso no máximo, e ir até à Mary Street e apreciar... um belo Nando's.

Agora sim, com o reservatório novamente cheio, pés ao caminho em direcção a Phoenix Park. Pelo caminho encontrarão a Blue Coat school, o National Museum Collins Barracks, o Army HQ e o Wellington Monument

E que tal depois passarem pela Frank Sherwin Bridge e verem a espectacular "Heuston Station" e depois continuarem pela Circular Road para o National War Memorial e seus bonitos jardins? 

Aproveitem uma vez mais a imensidão da relva para descansarem ou, porque não, para namorarem um bocadinho...

Quando se sentirem preparados para fazerem 2km a andar... sugiro-vos que dêem corda aos sapatos em direcção à James Street para verem a destilaria da Guiness e muitos mais edifícios dignos de nota neste percurso que desembocará no Temple Bar. 

Para terminar a noite, aconselho-vos a marcarem, com pelo menos 24h de antecedência, um jantar típico irlandês, com espectáculo musical e de dança tradicionais. Recomendo onde estive: O Arlington Hotel.

Terão uma noite inesquecível, garanto-vos!




Ah e se vos chamarem para voluntários do espectáculo... be ready para andarem às voltas como se não houvesse amanhã.

Enjoy.

BM




domingo, 10 de junho de 2012

Conhecer Dublin Dia #1

Dublin, ou Baile Átha Cliath em Irlandês, é a capital da República da Irlanda.

Dividida ao meio pelo rio Liffey, a cidade não é enorme, pelo que se tiverem pelo menos dois dias para a visitar, conseguirão fazê-lo a pé, sem grande necessidade de andarem de transportes ou comprarem bilhetes de sightseeing. Ainda assim, não é má ideia terem um mapa local, com os highlights a visitar. Aconselho a procurarem o mapa "Dublin Visitor Map", (informações www.dcba.ie) e a evitarem o do sightseeing, que é bastante incompleto. 

Se, de facto, ficarem pelo menos dois dias, aqui ficam as minhas sugestões:

- The Spire

Não é a coisa mais bonita do mundo... é, na verdade, um cone enorme, que se eleva até ao céu em tons metalizados. A escultura com mais de 120 m é a maior do mundo e substituiu o antigo Pilar de Nelson, após o bombardeamento do IRA. 

Mas como a Spire fica numa das artérias mais importantes da cidade, a O'Connell Street, não devem perder um pequeno passeio por lá e apreciar os prédios envolventes, com muralhas de árvores e relógios engalanados.




House of Lords
Se continuarem pela O'Connell street em direcção do rio, vão encontrar a estátua/monumento O'Connel, em homenagem ao mesmo, e a ponte com o mesmo nome. 

Sugiro-vos que atravessem a ponte e sigam pela Westmoreland Street até encontrarem do lado direito a House of Lords e do lado esquerdo, o Trinity College.






Trinity Coll
O Trinity College, para além de ser um espaço simplesmente fantástico, rodeado de edifícios fenomenais, é também onde se encontra alojado o "The Book of Kells", um manuscrito do Novo Testamento, da responsabilidade de monges Celtas e que contém quatro evangelhos. O livro está em exposição numa das bibliotecas mais lindas que já vi em toda a minha vida (e olhem que já vi algumas), a Trinity College Library.



fonte

Infelizmente lá dentro não se pode tirar fotografias, e por isso coloco-vos aqui uma imagem que encontrei na net, com a devida fonte, apenas para verem o esplendor daquilo que lá dentro podem ver com os vossos próprios olhos. Um bilhete apenas dá acesso à sala principal da biblioteca e à exposição onde está o Livro de Kells. E apesar de não ser muito barato, vale cada cêntimo, vão por mim. 






Sigam depois em direcção à Grafton Street, a mais importante rua da cidade para quem quer fazer compras e também, provavelmente, a mais animada de todas. Tem tanta gente e tantos artistas de rua, que chega a ser difícil caminhar por lá. Imediatamente antes de entrarem na Grfton, poderão ver a estátua a Molly Malone.




Molly Malone

Podem depois subir a Grafton, que é também um bom sítio para comer qualquer coisa (ou até numa das suas transversais, onde podem encontrar bons restaurantes italianos - e onde eu bebi o melhor café da viagem e único decente desse nome) e depois repousar um bom bocado num dos muitos parques da cidade, neste caso, o St Stephens Green. Uma das melhores coisas de se ver esta cidade com calma, é isto mesmo, poder desfrutar dos seus parques, com um bom livro e boa companhia ou até com um bom petisco, aproveitando o sol, se o houver.




Por esta altura, já devem ter as pernas a latejar... de tanto andar, mas o descanso no parque deverá ser suficiente para retemperar as forças. Se não for suficiente, desçam a Grafton, se forem capazes, até à Nassau Street e parem no Brewbaker Café, onde se diz que há o melhor café da cidade. Infelizmente quando lá fui... estava fechado! :( Se lá forem, depois digam se faz realmente jus à fama. Se tiverem a mesma sorte que eu, poderão sempre parar no Starbucks, que encontrarão numa das transversais da Nassau.

Sugiro que vagueiem o resto da tarde pela cidade, até terem fome para jantar, vendo todos os pormenores que a cidade tem para oferecer.

Para jantar terão diversas opções, deste fast-food de rua até aos famosos Pubs Irlandeses com coloridas bandeiras a enfeitar as fachadas.

E depois... dirijam-se até à zona de Temple Bar. Em primeiro lugar, passeiem por todas as ruas do bairro. Mandatório. O próprio bairro, por si só, vale toda a pena. São inúmeros pubs com comidas e música ao vivo, danças irlandesas e muita cerveja. Mas a estrela do burgo é o próprio Temple Bar.


Não deixem de entrar no Pub. É dos bares mais espectaculares em que já estive. Tem palco, várias salas e até uma estátua lá dentro. E claro, música tradicional ao vivo, todos os dias. Cuidado que o último espectáculo começa por volta das 20h30 e não acaba mais tarde que as 22h, 22h30... por isso organizem-se para não o perderem.

Para os fãs - é também neste bairro que está localizado o Hard Rock. 

Talvez nesta altura seja melhor irem dormir. Pode ser que tenham a sorte que nós tivemos que, ao regressar ao hostel, ainda entrámos noutro bar para ver danças tradicionais irlandesas, completamente à borla. :)

Recomendação: EVITEM O HOSTEL D1. É, provavelmente, o pior hostel do mundo. Cheira a fritos e as camas têm molas a sair em cada cm2 do colchão. Muito mau. 

Até amanhã!

BM


sábado, 9 de junho de 2012

Nando's




Penso escrever este artigo sempre que regresso de um país que tem restaurantes desta cadeia, mas depois por um motivo ou outro... a ideia acaba sempre por ficar no papel. Mas chega. É desta. 

Também na Escócia e na Irlanda podemos encontrar NANDO'S! 

Para quem já conhece, não é novidade nenhuma, mas como não há Nando's em Portugal, aqui fica a dica para quem passar por um país que o tenha: não percam! 

O seu molho Peri-Peri, a expressão que encontraram que os anglo-saxónicos melhor conseguem reproduzir para Piri-Piri, é uma espécie de semi-deus em todo o sítio onde há Nando's. 

Mas vamos por partes. 

É bom começar por dizer que só há Nando's porque há portugueses. Portugueses que partiram à conquista do mundo e pararam em Moçambique e lá encontraram as malaguetas que começaram a incluir nos seus cozinhados, perpetuando a fama do molho piri-piri.

Com o espírito viajante característico dos portugueses de então, muitos rumaram a Joanesburgo em busca de melhores condições de vida. E lá fundaram "ChickenLand", um restaurante onde serviam frango com... o famoso piri-piri. E foi esse restaurante que Robert e Fernando visitaram um dia e onde se enamoraram pelo molho... de tal maneira que não descansaram enquanto não o compraram e o re-baptizaram com o seu nome habitual.

Em 1992 exportam o conceito para o Reino Unido. E desde aí até então, os Nando's têm-se reproduzido que nem coelhos por lá. E eu consigo perceber bem porquê. Há até várias opções para vegetarianos, mas para quem não é, dizem que o frango com piri-piri é divinal.

Fica a sugestão!!!

Eu sou fã e recomendo o molho picante de manga. UHM!!!

ab
BM