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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Milan in a couple of days...

Para quem vai passar por Milão apenas alguns dias, há lugares completamente incontornáveis e, para não vos acontecer o que me aconteceu a mim em alguns deles, aqui ficam pequenas dicas e recomendações.

Mas não sem antes umas poucas curiosidades. Isto de viajar e passear não é apenas coleccionar fotografias e pôr alfinetes nos mapas, à laia de "check!!  next??". Eu penso que é também importante deixarmo-nos envolver pelas culturas, pelos usos e costumes, pelas pessoas, mas também pela história de cada lugar que fazemos nosso por um instante.

Milão, a capital da moda, do design e da arte, é também a capital da região italiana de Lombardia. Foi fundada pelos Celtas, outrora com o nome de Mediolanum.

Eu não sabia que a cidade tinha ascendência Celta, facto que me intrigou bastante. Infelizmente, são já poucas as influências visíveis. Mas adiante.

E se a sua origem me intrigou, o que me impressionou mais foi saber que a sua área metropolitana tem o PIB mais elevado da Europa! De facto, as ruas da cidade são um corropio de lojistas, compradores e yuppies. Alguma coisa eles devem produzir, de facto.

Mas chega de conversa. Vamos lá às atracções:

Não poderia deixar de começar por recomendar Santa Maria delle Grazie - Cenacolo Vinciano, cujo refeitório alberga o mais famoso fresco de DaVinci - A Última Ceia.



Se tiverem ouvido dizer que basta comprar o bilhete um dia antes, ou que podem comprar pelo telefone já lá em Milão... ESQUEÇAM. Foi o que eu fiz e já não consegui entrar. O melhor mesmo é reservar o bilhete on-line, no site da capela, com a maior antecedência que conseguirem.

Mas se o fresco de DaVinci é uma das maiores atracções da cidade, que é não há dúvida, também é verdade que o Duomo não lhe fica atrás:


É uma catedral em estilo Gótico e principal monumento da praça com o seu nome. 

Ainda na mesma praça, poderão encontrar, à direita de quem está de frente para o Duomo, as Galerias Vittorio Emanuele II, que moram num edifício magnífico e que, crê-se, são o centro comercial mais antigo do mundo. São morada das lojas mais caras que podem imaginar e glamour é coisa que não lhe falta. 

Aconselho um expresso no café Campari, logo no início das galerias, acompanhado com um licor com o nome que baptiza o café. É uma das melhores experiências da cidade. Acreditem. 
No terraço das galerias, encontrarão um bar de cocktails, também baptizado com o nome do seu licor típico - Aperol. Também é bom, mas... eu prefiro o Campari. ;). De qualquer maneira, o Aperol é um óptimo sítio para se beber uma bebida, que vem sempre acompanha por um conjunto de snacks, que dá à vontade para jantar... e tem uma vista soberba sobre a praça do Duomo. 


Para quem gosta de pintura, a Pinacotera di Brera, uma galeria do tempo de Napoleão, composta por obras que o próprio saqueou principalmente em igrejas, é obrigatória. Vale muito a pena. É bastante grande, portanto organizem bem o vosso tempo quando lá forem.


Na parte mais alta da cidade fica o Castello Sforesco. Um monumento imponente e actualmente alvo de remodelações. Não corresponde ao modelo tradicional de castelos que, pelo menos nós portugueses, estamos habituados. Mas uma coisa é certa, não ficarão defraudados por passarem lá. Tem uma galeria lá dentro, mas pouco mais para ver.




Do lado diametralmente oposto à entrada principal do Castelo, vão dar a estes bonitos jardins, onde poderão ver, ao fundo, o Arco da Paz, inspirado no Arco do Triunfo de Paris. 


Se bem se lembram sobre o que escrevi acima sobre o fresco do DaVinci... convém porem em prática a mesma estratégia, se quiserem ir ver um espectáculo no Teatro Alla Scala. Esgotam com meses de antecedência, portanto pensem bem nisso.



A basílica de S. Lorenzo Maggiore, dedicada ao mártir cristão São Lourenço, é um exemplo da arquitectura romana na cidade, tal como as colunas na entrada da praça não deixam enganar. 





Mas uma visita a Milão nunca ficará completa, sem uma incursão à loucura do consumismo. O paraíso das mulheres e, na maioria, o inferno dos homens. Ruas como o Corso Montenapoleone


ou o Corso Vittorio Emanuelle II, são os melhores sítios para apreciar malas e sapatos com mais de 4 dígitos. what?!?!?



E algo que descobri, completamente por acaso, enquanto vagueava sem sono, de madrugada, pelas ruas do centro que, só por si, valem totalmente a pena pelos lindos edifícios que têm, encontrei o palácio da Bolsa, com uma escultura sui generis a si apontada. Foi, talvez, o conjunto mais surreal que vi numa cidade:



Naturalmente, a escultura, que foi cedida à cidade por um período de 50 anos, foi altamente polémica e muitos tubarões se mexeram para a porem dali para fora. Acontece que a escultura está avaliada num milhão de euros e a cidade não a quer perder. Então, porque não a pôr noutro sítio qualquer? 
Porque o artista colocou uma clausula no contrato que postula que, se a escultura for movida do seu lugar original, retorna imediatamente para si. Ali é o lugar dela. A mandar o capitalismo para o real C@r@%&o. 

Outras duas atracções interessantes são a catedral de Sant'Ambrogio e o Museo Nazionale della Scienza e della Tecnologia Leonardo da Vinci, dos quais não tenho fotografias dignas de publicação, mas que valem a pena de uma visita! :)

E pronto. É isto. Naturalmente, haverão muitos mais lugares de interesse na cidade que eu, por dificuldades de tempo, não tive oportunidade de visitar. Façam como eu e, partindo de uma base como esta, por exemplo, peguem num mapa e vagueiam à solta. Encontrarão muitas coisas interessantes. Ainda para mais, a cidade é praticamente plana, pelo que é muito fácil andar a pé. Há metro e eléctrico, portanto todas as distâncias são bastantes fáceis de percorrer. 

Bons passeios,
BM

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Escócia dia #2

Continuamos a jornada pela Escócia.

Acordem cedinho e saiam de Glasgow com rumo a Edimburgo, pela M8, com primeira paragem na Rosslyn Chapel.

Aqui fica a papinha já feita. É só guiarem-se pelo mapa:

Ver mapa maior

O google diz que a viagem demora cerca de 1 hora, mas eu fiz em cerca de 45 minutos. Aconselho-vos a sairem de Glasgow a tempo de fazerem esta viagem e estarem à porta da Rosslyn Chapel à hora da sua abertura:

- 2ªf - Sábado: 9h30 - 18h00 (última entrada às 17h30);
- Domingo: 12h - 16h45 (última entrada às 16h15).

A Catedral está, actualmente, a ser remodelada. Mas, ainda assim, não perde toda a sua imponência.



A capela, fundada em 1446 por Sir William St. Clair, demorou 40 anos a ser construída e tem sido palco de diversos mitos e lendas, ainda que a maioria não possa ser comprovada. 
Tornou-se ainda mais famosa após ter aparecido no Código DaVinci, como sendo o refúgio do Santo Graal; pode ainda ver-se o sítio onde a produção do filme colou uma das marcas da linha da Rosa Arago. Pois, o símbolo foi plantado para o filme... não existe na realidade. Mas agora ficou lá a marca...

O melhor desta capela é mesmo o interior, cujo nível de pormenores é nada menos que avassalador.  

Depois de poderem dizer que já estiveram na capela onde se filmou o Código DaVinci, peguem em vocês e rumem a Edimburgo, que têm muito para ver!

Situada na margem Sul do estuário do rio Forth, Edimburgo é a capital da Escócia e uma cidade predominantemente medieval.

Se apenas tiverem um dia para estar na cidade, aconselho-vos a fazer uma viagem de sightseeing para terem uma visão global e, depois, apearem-se nos locais que mais gostarem. No meu caso, considerei imperdíveis os seguintes (notem que há muitas mais atracções dignas de nota, mas a menos que queiram andar a correr... talvez estas já sejam suficientes para vos preencher o dia):

- Castelo de Edimburgo






O castelo é imponente e a construção mais impressionante da cidade, ainda que de longe não seja a mais bonita. É casa das jóias da coroa Escocesa e desempenhou, logicamente, um importante papel na defesa da cidade. Actualmente, é a segunda atracção mais visitada da cidade. 

É palco de diversos eventos, incluindo um festival, em Agosto, onde orquestras militares interpretam eventos históricos do país. 

A principal rua da cidade é a Princes Street, que reúne os principais locais de comércio, restauração e hotelaria. É também nesta rua que podemos encontrar um monumento homenagem a Sir Walter Scot, um dos mais famosos escritores escoceses:



A outra artéria que, com a Princes Street, rivaliza em importância na cidade, é a Royal Mile, uma avenida que une o Castelo de Edimburgo ao Palácio de Holyroodhouse.




Nesta avenida, que se chama Royal Mile exactamente por se estender exactamente por quase 1 milha, podem apreciar diversos edifícios medievais, uma catedral e inúmeros restaurantes e lojas de souvenirs.



Numa das transversais da Royal Mile, conseguimos avistar o monte onde estão os edifícios que, antigamente, funcionavam como parlamento escocês e que são construções impressionantes.



E agora alguns pontos dispersos de interesse:

- Boby's Bar

Este tradicional bar, para além de ter um interior muito interessante, é uma homenagem ao cão que se vê na estátua, um terrier que permaneceu de guarda na campa do dono, até ele próprio morrer e ser enterrado ao lado do dono. 

- The elephant house


Entrem e apreciem o ambiente onde JK Rowling escreveu grande parte de... Harry Potter. 

Tal como disse anteriormente, o sightseeing... é a melhor opção para não perderem pitada da cidade!

Ah e andem a pé o mais que puderem pelas ruas da cidade. Vão ver que é uma experiência única.

Até amanhã.

BM





segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Nordeste Brasileiro - Rio Grande do Norte IV: Pipa e Natal

E eis que chegou o dia de falar sobre Pipa

A cerca de 6 km de Tibau do Sul, a melhor maneira de chegar à vila Pipa é, mais uma vez, de van. São várias as paragens ao longo da rua principal, ladeada por inúmeros restaurantes e lojas. 

Depois da espectacular praia do Madeiro, encontramos a Praia do Curral, ou também chamada de Baía dos Golfinhos. A praia do curral foi baptizada com este nome devido à prática dos pescadores mais antigos que lá construíam currais feitos de varas, para apanhar peixes. Já o segundo nome, é óbvio... sim, há lá mesmo golfinhos... não os há por toda a parte por aquelas bandas? Sacanas dos bichos que são uns exibicionistas! Com maré alta há muito pouca areia, portanto mais vale aproveitarem a maré vazia para banhos e passeios na areia. 

Continuando encontramos a Praia do Porto e depois a Praia Principal. Na praia do Porto é onde ficam atracados os barcos de pesca e lazer. Com maré vazia podem desfrutar de bonitas piscinas naturais. Na praia principal, ou do centro, encontram-se bastantes bares, ideal para quem quer fazer um dia inteiro de praia sem ter de sair do mesmo lugar para o que quer que seja. 

A melhor maneira de apreciar Pipa é lá ir várias vezes. É impossível ver tudo num só dia. É giro andar de trás para a frente naquela grande rua principal, meter o nariz nas transversais e encontrar restaurantes de todo o mundo e outros com decorações surrealistas de Dali, vendas ambulantes de abacaxi ou crepes Romeu e Julieta (queijo com goiabada). Para as mulheres, acredito que aquelas lojas todas de roupa e havaianas também sejam uma excelente atracção.

A praia termina na Ponta de Cabo Verde, que é formada pelo morro da Velha Vicência e de onde se tem uma vista priveligiada da vila:


Continuando para Sul, esconde-se a Praia dos Afogados ou a Praia do Amor, um verdadeiro refúgio de surfistas e românticos.


Vêm como o mar tem a forma de um coração?! Não é bonito? Por isso é que lhe deram o nome do Amor. Folgo em partilhar que lá tomei banho, nu, em plena noite. E foi tão bom. 

A praia está entre as 10 mais belas do Brasil! Contudo, é necessário ter cuidado devido às fortes correntes e remoinhos:


Também não é por acaso que o seu nome original é "praia dos afogados", né?

Continuando ainda mais para Sul, o Chapadão é a maior atracção. Esta formação rochosa costuma ser o palco de onde se liberta o fogo de artíficio na virada e é imperdível.


Durante 6 km encontram-se praias desertas, falésias e piscinas naturais, até se chegar à vila de Sibaúma.

Mas, uma vez mais, não se aventurem a pé! A van leva-vos lá! Em Sibaúma, as praias tranquilas são santuário de tartarugas gigantes e peixes multicolores. Foi também onde vimos burros ou jegues, a banharem-se no pequeno rio que separa as duas margens da vila. A não perder também.

E antes de acabar esta minha partilha sobre o Brasil, é tempo de falar de Natal, a capital do estado, a cerca de 1 hora de carro desde Tibau do Sul.

Emergente das margens do Rio Potengi e defendida pelo forte dos Reis Magos, Natal é uma cidade bastante cosmopolita e urbana, com a mais valia de ter uma enorme praia. Só tem um problema. Está sempre atolada de gente. Mal se consegue arranjar um cm de areia para por um dedinho.

Mas de qualquer maneira, não deixem de ir beber uma água de coco à praia desta que é a cidade do sol, pois é que a tem maior número de dias de sol por ano no Brasil. Basicamente, é Verão o ano inteiro.

Por curiosidade: Natal foi um dos palcos da Operação Tocha, em 1942, em plena II Guerra Mundial, quando os EUA lá abasteciam os aviões. Foi, por isso, considerada pelos americanos como um dos 4 pontos mais estratégicos do mundo. Interessante, não?

Espero que vos abra o apetite!

BM

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Nordeste Brasileiro - Rio Grande do Norte III: Passeio de Buggy, Lagoa de Artiuba e Cajueiro de Pirangi

Continuando com a transcrição do meu diário de bordo da viagem ao Nordeste Brasileiro, partilho convosco hoje o passeio de Buggy que fizemos pela zona Norte da região. 

Começando bem cedo, pelas 8h30 e quando já estavam 40º C, lá estava o buggeiro (o condutor do buggy, portanto) à porta do nosso hotel, para nos apanhar e começar a aventura. 

Depois de apanharmos mais um casal, para completar o buggy, lá fomos em direcção ao balsa e à praia de Malembé, que se devem lembrar do primeiro artigo que escrevi sobre a viagem.

Era lá que começava a emoção. O buggy seguiu pela praia em loucura, connosco sentados em cima das costas dos bancos, ao vento, sem cinto de segurança (quando penso nisso... aquilo é capaz de não ser assim muito seguro, mas ninguém parece ralar-se com isso...) e a adorar a experiência. 

Seguimos em direcção às dunas, para aumentar ainda mais a emoção do passeio. Foi aí que começaram os problemas. Um enorme estalo. Foi o que ouvimos. Foi o motor do nosso buggy. 

Parámos. O buggeiro saiu. Abriu o capot e disse: "ah, é bronca besta"... "trato disso num piscar de olho".



Pois, não era bronca besta! Não só não tratou daquilo num piscar de olhos, como ainda tivemos de voltar até à Lagoa, junto ao Balsa... para esperarmos num local onde tivessemos água e não morressemos com uma insolação. Passadas quase duas horas ele voltou para nos buscar, clamando que a bronca estava resolvida. Bem e lá fomos animados por ali fora. Até o buggy parar outra vez. E outra. E outra. 

Fizemos um vídeo que resume tudo o que passou nesse dia de passeio:



Mas não fiquem a pensar que é sempre assim. O buggeiro disse que está no ramo há mais de 15 anos e era a primeira que lhe acontecia aquilo... bom... ainda que possa ser uma mentirinha... não deve acontecer sempre, né?! E a verdade é que vale mesmo muito a pena!

E mesmo entre avarias, onde pude provar os meus dotes como mecânico (!), ainda tivemos oportunidade de visitar sítios inesquecíveis, que aproveito para aconselhar a quem vai de viagem.

Em primeiro lugar, um excelente tempo passado na Lagoa de Arituba.




A lagoa, de água doce e morninha, faz as delícias de miúdos e graúdos. Para além do inevitável banho de imersão que podem degustar durante horas, sem experimentar hipotermia, podem desfrutar das actividades disponíveis, com slide para a água, canoagem, passeios de gaivota e ainda... almoçar ou petiscar nos pitorescos restaurantes embrenhados nas palmeiras da encosta da lagoa.

Enquanto por lá almocávamos, o buggeiro estava de volta do motor... e quando já equacionávamos como é que íamos sair dali caso o buggy não se mexesse.. aparece o buggeiro com ar triunfante a clamar que tinha resolvido tudo e que ainda tinhamos tempo de  visitar o maior Cajueiro do mundo!

E lá fomos. O cajueiro em questão é o cajueiro de Pirangi, localizado na praia de Pirangi do Norte, a 12 km de Natal. O cajueiro continua envolto em mistério, principalmente sobre a sua origem. E porquê? Porque tem 8500 metros quadrados, 500m de perímetro e que produz cerca de 80 mil cajus em casa safra. Só este, equivale a cerca de 70 cajueiros. É obra! Entre teorias de aliens e inspirações divinas, a que reúne mais consenso é a de que foi plantado por um pescador chamado Luís Inácio de Oliveira, em 1888. O pescador viria a morrer debaixo do cajueiro com a bonita idade de 93 anos. 



Actualmente quem brinca por entre o cajueiro são outros habitantes, bem mais descarados:



Para concluir: 

O passeio de buggy é um MUST DO. Só espero que seja num sem bronca besta. ;)

BM

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A continuidade das coisas




14h30 – 24 de Agosto de 2009 - Aeroporto Internacional do Cairo

Acabou. A aventura e a viagem. Ainda faltam umas quantas horas de voo, uma escala e dois aviões, queira a divina previdência que incluam delambidas refeições que lá vão enganando o estômago dos menos exigentes. Mas creio que isso já não conta. A viagem de regresso não é mais do que punição, o castigo, pelo esbanjar de dinheiro, que não podia ter sido melhor empregue, diga-se, e pela gula de história e experiências em pleno Ramadão.
Peixe-Espada preto, costumava chamar-me a minha família. Tudo por causa da cor de uma pele aparentemente mais resistente aos efeitos do Deus do Disco Solar, Amon-Ra para os crentes, a maior estrela da galáxia para os académicos ou simplesmente Sol para as gentes sem manias.
Assim que pisei o chão do Cairo, comecei a duvidar das minhas origens. Percebi que as minhas raízes não podem estar só no velho continente. Sensação semelhante à que experimentei na América Latina. Deve ser do calor... Pausa.
O frenesim de carros, luzes e chamamentos para a quarta ou quinta reza do dia, não consegue perturbar o estranho sentimento de sentir que cheguei a casa. Olho em redor. O trânsito é caótico. O taxista, que me vigarizou sem piedade, pergunta-me os chavões da praxe - como me chamam,  onde nasci e para onde vou. Faz um intervalo no interrogatório. Olha pelo espelho retrovisor com ar de criança que está prestes a fazer traquinice, aquele sorriso preso no canto dos lábios e finalmente pergunta, num inglês carregado, mal articulado, mas com um sotaque delicioso: “Podes conduzir aqui?” Ora, o bom do português assume que a pergunta tem que ver com questões legais; se pode ou não. “Posso, a minha carta é internacional, acho eu”.
Pausa para comentário rápido: duas mesas ao lado da minha, onde escrevo estas linhas de puro exorcismo de uma ressaca que vai durar, encontra-se, provavelmente, uma das raparigas mais bonitas com quem já me cruzei. Olho azul, inglês perfeito. E uma grande distracção para quem precisa de imprimir no papel do Hemingway aquilo que a alma quer dizer. Stop. Fim de comentário e volta à prosa. Do que falávamos mesmo? Pois, de leis. Não, não era de leis que ele queria saber. Responde-me sarcástico “Poder é uma coisa, conseguir é outra totalmente diferente.”; “Conseguias?”, pergunta-me desafiador. Olho mais uma vez pela janela lateral do carro com ar condicionado (um luxo por estas bandas) que me transporta até à baixa e respondo resignado: “Claro que não...”. Se calhar não tenho assim tantas raízes Árabes quanto isso.
A viagem continua até ao coração do Cairo. Aproveito para rever mentalmente se não me tinha esquecido de nada que me fizesse falta. Na verdade foi uma desculpa para não continuar uma conversa que me estava a deixar numa posição de fragilidade incómoda. Homem que é latino nem indicações pergunta, quanto mais esfregarem-lhe na cara que não consegue conduzir um carro. Essas raízes também as partilho.
No meio da revisão, percebo que os dois livros que levei para me confortar nos momentos de pausa, pareciam ter sido escolhidos a dedo. Mas não foram. Engraçado que há coisas que não são planeadas e que, de repente, parecem fazer todo o sentido.
Dias antes de embarcar para o Egipto decidi comemorar o meu aniversário, de um pomposo quarto de século, juntando à mesa os meus melhores amigos. Digam o que disserem, todas as desculpas para fazer uma jantarada, perdoe-se a grotesca descrição, são boas. Nesse animado serão, uma amiga, pessoa especial, ofereceu-me não só a sua presença, mas também um desses livros. Óbvio que parte em vantagem e sabe que adoro devorar histórias. O livro é “No teu Deserto” de um Miguel Sousa Tavares que só conheço da televisão. Desculpa Miguel, não é por mais nada, nunca calhou, é só isso. ‘O descaramento do miúdo!’, pensamos todos neste momento, a tratar o Sr. Advogado, Jornalista, Escritor, Comentador e por aí adiante, por Tu. Desfaçam-se já as dúvidas e as confusões: não é desrespeito, é feitio. Continuo sem perceber porque é que uma Humanidade como a nossa, trata os seus deuses por Tu e as pessoas por você...
Pois, passado o interlúdio formal, ia dizendo que, neste livro, leio uma frase interessante. Diz o Miguel: “Fiz filhos, construí casas, escrevi livros e plantei árvores. Gosto da continuidade das coisas.”
Preciso de um café.
Depois de ter trocado todas as Libras Egípcias que me restavam, ficaram só aquelas cujo valor é tão baixo que se recusaram a fazer-me o câmbio. Restam-me 14 Libras. O café é 17,5. Bolas. Podia pagar em Euros, mas só tinha uma nota de 10 e o troco viria em Libras Egípcias, sem qualquer utilidade fora do Egipto. Resignado, guardo o dinheiro, como quem mete a viola no saco, e retiro-me para libertar o balcão para quem possa pagar o seu café. Mesmo antes de guardar a última Libra, outra simpática moça de nacionalidade desconhecida, estende-me a sua mão com 4 Libras, para poder degustar o poder da cafeína. Agradeço, envergonhado, mas não recuso.
Precisava mesmo de um café.
Shukran e um sorriso de volta.
De regresso, portanto, à citação do Miguel. Ao contrário dele, ainda não fiz filhos, mas espero fazer, ainda não construí casas porque não as posso pagar, acho que plantei árvores quando andava na escola primária. 

Também eu “gosto da continuidade das coisas”.

Bruno Martins

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Nordeste Brasileiro - Rio Grande do Norte II: Praia do Madeiro

Se continuarmos sempre pela costa atlântica, à direita da praia de Tibau, após a praia do Giz e a Ponta do Pirambu, encontramos a praia do Madeiro

Claro que a maneira mais fácil de lá chegar é, mais uma vez, apanhando a tradicional e inevitável Van. 

Se forem pelo areal, contem com 45 minutos a 1h para fazer o percurso entre a praia do Giz e a praia do Madeiro. Se forem de Van, apenas 10-15 minutos a separam de Tibau. Se escolherem a Van, o acesso à praia faz-se junto ao hotel Village ou pelo Bar do Jegue. 

As monumentais falésias, brindadas com um extenso coqueiral, limitam o areal branco e fino. A baía onde nos podemos banhar, é frequentada por inúmeros surfistas, mas não são eles a maior atracção da praia. 

Claro que vos podia falar da melhor caipirinha que bebi na vida. Foi nesta praia. Dentro de água. Que é quente. Ah! E se o "parceiro" do apoio da praia vos disser que podem ir buscar o "chorinho" da caipirinha... não percam. É o que sobra no shaker da caipirnha que ele vos fez. E dá quase outra... 

Mas, de facto, também não foi a caipirinha o melhor desta praia, classificada como uma das 10 mais bonitas do Brasil. 

Estava eu a nadar, despreocupadamente quando vejo passar a cerca de um metro de mim... uma BARBATANA. Quando conto isto aos meus amigos... dizem logo: "e pensaste que podia ser um tubarão?" 

NÃO! Não pensei em nada. Nem tive tempo. Um segundo depois, vejo o GOLFINHO a emergir para respirar. Estão a ver a cena, tipo à filme? Vem uma onda, uma barbatana e depois um golfinho a surfar em cima dela e a expelir água pelo seu espiráculo. Foi algo que não conseguirei exprimir por palavras. 

Fiquei ainda mais maravilhado quando, momentos depois, mais quatro golfinhos, um deles júnior, decidem juntar-se ao primeiro e nadar junto a nós. Isto não aconteceu numa piscina do zoomarine. Aconteceu em mar aberto, com golfinhos selvagens. Nessa altura dei por completamente bem empregue o dinheiro que gastei nesta viagem. Era o segundo dia de viagem e já estava completamente rendido.

Uma vez mais, não tenho fotografias. Confesso que estive um bocado preguiçoso. Mas para verem a beleza de que vos falo, aqui fica:

by Eleonor
Que saudades...

BM

Nordeste Brasileiro - Rio Grande do Norte

Tal como tinha prometido, inicio hoje a publicação de alguns artigos sobre as minhas impressões enquanto viajante por parte do Nordeste Brasileiro. 

O Nordeste é uma das cinco regiões do Brasil, constituída por nove estados - Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe - e com cerca de 50 milhões de habitantes.

A sua localização no mapa do Brasil está evidenciada a vermelho na imagem abaixo.


De todos estes estados, apenas tive oportunidade de conhecer o Rio Grande do Norte, apesar de ter feito escala em Maceió, capital de Alagoas.

Conhecido como "A Esquina do continente", Rio Grande do Norte, caracteriza-se por um clima semiárido, propício para a produção de sal. A sua capital é Natal, da qual falarei em pormenor em artigo posterior. 

Por ora falarei sobre Tibau do Sul, um município do estado de Natal que tem nove distritos, 15 km de costa atlântica e 12 praias, sendo internacionalmente conhecido pela praia de Pipa que, pela sua importância, também terá um artigo exclusivo. 

Tibau do Sul é o que podemos chamar de uma pequena vila. Com casas térreas, sempre com crianças a brincar às portas abertas, estradas esburacadas, pequenas lojas e uma simpática igreja no centro, perto da prefeitura e da emblemática estátua do golfinho. 

A VAN, ou carrinha para nós, percorre as principais artérias da vila, sendo fácil deslocarmo-nos para qualquer lado. 

Ao longo da estrada que nos leva até Tibau, podemos admirar a Lagoa de Guaraíras, com os seus 8 km de comprimento e 2 km de largura. 


É habitat de inúmeros peixes e camarões, que são pescados segundo apertadas normas de controlo ambiental (e vendidos nos bares das praias por tuta e meia) e ainda de várias aves e golfinhos (é verdade, eu vi!).
Na lagoa podemos encontrar os balsas, pequenos barcos que fazem a travessia da lagoa, desde o porto de Tibau até à praia de Malembá por apenas 2 Reais. 



A travessia demora sensivelmente 10 minutos. Chegados à praia de Malembá, apenas encontrarão dois ou três carrinhos que vendem sorvetes, picolés e bebidas. Eles chamam-lhe "apoio". E depois, caros leitores, são 6km de dunas, palmeiras e muito mar. Encontrámos apenas uma casa nesta extensão. 

Eu perguntei se havia alguma coisa naquela margem na recepção do hotel, para ver se valia a pena ir lá. O senhor respondeu-me que sim... bonitas dunas e piscinas naturais. Naturalmente, fomos. 

Chegados à praia de Malembá, perguntei como poderia ir para as piscinas naturais. A pé. É a única maneira, se não tivermos alugado antes um buggy ou ter um 4x4... bem, não estava tudo perdido, pensei eu... e perguntei "então e isso é muito longe?", resposta: "ah não!!! É BEM ALI". Voltei à carga: "estamos a falar do quê?? 1h a andar?", e ele reponde: "ah não, não é isso tudo não! 40 minutinhos e já contando que 'ocê vai parar para mergulhar pelo caminho". Pensámos que seria ideal. 40 minutos, com direito a banhos numa praia com areia dourada, dunas a perder de vista, água quente com ondas e... deserta?!?!? VAMOS NESSA. Só depois percebemos que eram 6 km e que demorámos 2h30min a fazer o percurso até às piscinas naturais, na praia de Barreta. Isto tudo no "pingo do sol".

Primeiro ensinamento "Bem ali" significa MUITO LONGE, tal como nos explicou o senhor do restaurante do Tá Tá que insistiu em ensinar-me a falar Nordestino (e eu agradeci muito!!). 

As piscinas são fantásticas e o almoço no Tá Tá foi memorável... não percam... mas vão de buggy!!! A pé, nem pensar, ok?!


No regresso, podem apanhar uma Van que vos leva até São José e de lá, o ônibus até Tibau. Também demora cerca de 2h, mas vão sentados e podem apreciar a espectacular paisagem, inclusive a Baobá do Poeta (uma arvore de origem Africana que também se pode denominar por Embondeiro) com mais de 7 m de diâmetro.

Para acabar por hoje, recomendo ainda a praia do Giz. Chegados ao porto de Tibau, junto aos bares e de frente para o mar, temos a lagoa de Guaraíras à esquerda e muita extensão de costa atlântica à direita. 

Aconselho-vos a aventurarem-se e caminharem pela praia à direita até encontrarem pequeninas pisicinas naturais, que ficam perto de dois restaurantes. Chegaram à praia do Giz. A água é batida e com correntes muito fortes e não é vigiada, pelo que é preciso atenção ao nadar.  

A praia é protegida pelos arrecifes, que são formações rochosas (cuidado ao mergulhar) e termina na Ponta do Pirambu. A areia é branca e a água quente. Não tanto como a da nossa banheira, mas suficiente para entrarmos depois de estarmos a torrar ao sol e mesmo assim não sentirmos choque térmico. O coqueiral, em grande parte da sua extensão, encerra com chave de ouro, uma paisagem divina, pouco lotada. 

Mesmo quase na Ponta do Pirambu vão encontrar um "day use", um conceito com restaurante, piscina e áreas de lazer, onde por 80 Reais podem passar o dia. Esses 80 Reais incluem almoço e outros petiscos que queiram fazer até perfazer esse valor. Se tiverem tempo, sem dúvida é uma excelente opção. No day use há um elevador (gratuito e de madeira) que vos leva até à vila, onde podem apanhar uma Van para qualquer lado. 

Estaria horas a falar sobre estes lugares. Infelizmente, não tenho fotos da praia do Giz. 

Mas por hoje é tudo. 

ab e até amanhã.

BM

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Fotografias do Brasil - Virada 2011-2012

Amigos, já estão disponíveis nas minhas galerias (Flick e Olhares), novas fotos do Brasil.

Para quem tem preguiça de lá ir, deixo duas que gosto particularmente:

"Travessuras de Sagui"

(com objectiva Sigma 70-300mmF4-5.6 DG Macro - que pinta!)

"Love Beach"

Reparem como o mar faz um coração lá ao fundo... ;)
Espero que gostem.
bjs
BM

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Brasil: impressões a quente


Olá navegantes. 
Regressei hoje do Brasil, onde conheci praias paradisíacas, nadei com golfinhos, andei de buggy nas dunas, nadei em piscinas naturais e fartei-me de beber sucos e de comer macaxeira. Falarei com dedicação de todos estes items em breve. Espero eu. Principalmente sobre a macaxeira.
Um ponto que preciso de partilhar imediatamente é empatia própria que só o povo da América Latina consegue transmitir. Eu peço indicações e o senhor em Barreta é que me agradece três vezes "pela atenção". Qual atenção?! Foi ele que me fez um favor!! Mais pormenores em artigos que se hão-de seguir. 
A outra é que a maneira mais prática (e barata) de nos deslocarmos em Rio Grande do Norte, no nordeste do Brasil, é de VAN. Van, é nada mais nada menos que uma carrinha que apanha o pessoal nas "paradas", bastando para isso, levantarmos a mão e fazer sinal ao motorista. A fazer lembrar os candongueiros em Luanda, também aqui a lotação da van é excedida claramente em demasiados por cento. Mas tem mesmo muita piada. E depois a partir do rádio há sempre forró ou sambinha para alegrar as viagens. Confesso que não conhecia nenhuma das músicas que ouvi. Mas isso é porque eu, confesso, não sou o maior fã de música brasileira do mundo. 
Como tal, e embuído pelo espírito, cantarolei TODOS OS DIAS as duas músicas que convosco partilho; músicas da minha adolescência, tocadas por grandes músicos:
"Lanterna dos Afogados", pelos FRESNO (sim, é da Malhação. e??):

"Admirável Chip Novo", pela PITTY


"leia, vote!, não se esqueça!"

:D

Apraz-me dizer que adorei estas férias. E espero que consiga acabar as correcções na minha tese para entregar a versão final ainda esta semana e conseguir escrever sobre a minha experiência no Brasil, já  que um dos principais objectivos deste blogue foi o de falar sobre viagens. Ui, tenho sido um bocadinho preguiçoso, né?

Melhores tempos virão!

bjs
BM

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

FÉRIAS

Finalmente chegaram as... Férias!

Decidir partilhar novamente O vídeo clássico das minhas férias (realizado em 2008). Remonta aos tempos em que estava numa equipa tranquila, que dava asas à sua criatividade artística e que fazia histórias por cima de filmes de Bollywood e que se divertia à grande no seu trabalho.

Entretanto, a vida mudou. Deixei essa equipa. Abracei novos projectos. Foi uma luta dura, um caminho longo, árduo, solitário durante muitos meses. Mas em boa hora chegaram dedicadas colegas que vieram dar-me novo fôlego para vencer os obstáculos diários.

Mas ninguém aguenta sem férias. Eu não sou excepção. E portanto, caras colegas... não levem a mal, mas dedico-vos este interessante musical:


Amanhã... o Brasiu me espera, né?

ahahha
BM

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Férias segundo a Troika


Eu cumpri... :(

Cada um tem o que merece, não é o que se diz?!

BM

domingo, 31 de julho de 2011

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De volta.

:s

BM

sábado, 18 de setembro de 2010

Pintelhos de Zeus?!?!

Por este andar (e pela falta de tempo), este blogue está longe de cumprir o seu desígnio de grande referência internacional e, quiçá, até de Portugal (ah, Portugal é mais pequeno? pormenores. adiante.) para orientação de viajantes aventureiros.

De qualquer maneira, ficam alguns apontamentos, para além das fotos.

Esta sobremesa, típica de Creta, é um pouco enjoativa, mas mesmo para quem não morre de amores por doces, é uma boa iguaria para comer, vá, pelo menos uma vez na vidinha.


Alguém sabe o nome correcto desta coisa? Sei que é algo parecido com Kaftaki ou assim, mas não me consigo lembrar do nome correcto, nem encontrá-lo na net... isto tudo porquê, perguntam vocês?

"Porquê senhor Nuninho, ai, Bruninho, que não te quero dar Amêndoas na Páscoa...?"

Porque esta sobremesa tem um aspecto muito estranho... sui generis, diria um qualquer pseudo-armado ao pingarelho-intelectual.

Quando aquilo veio para cima da mesa, só me conseguia lembrar que era demasiado parecido com... pintelhos. Que desagradável. Quase não consegui meter aquilo à boca. Mas já tinha pago e tal...

Entretanto, tinhamos estado nesse dia na Dicteon Cave, em Creta, a gruta onde supostamente terá nascido sua divindade Zeus... ora, o click fez-se logo ali. Eram pintelhos do senhor. Meio alourados, quase dourados, como convém a um Deus. Por dentro, tinha um recheio... que tenho até receio... de imaginar de que era. Se por fora eram pintelhos... Bom, é melhor não pensar nisso, porque acabei de comer e vomitar a secretária à miúda, é desagradável.

Quero ver se, quando forem a Creta, conseguem ter a coragem aqui do Je.

Se quiserem um guia para lá ir, poderão contactar os meus serviços.

ahahaha


BM

terça-feira, 31 de agosto de 2010

"Open your mind, open your... pussy!"

by SASA, o Italiano que animava as tardes em Mykonos, de tanga fio dental e uma trombinha de elefante a tapar o instrumento!

Aquele senhor e completamente louco. Diz ainda:

"I like Berlusconi because he is a good fucker! He fucks a lot!"

ahn?!?!?!? Poderoso argumento politico.

Mas muitas mais citacoes eloquentes poderia eu partilhar sobre estas ferias... Por exemplo, numa loja em Little Venice:

"Spend now, worry later!" Ca esta, por isso e que este pais esta uma trapalhada.

Outra loja em  Creta:

"Buy or... bye!!" Nao queremos ca voyeurs. lol

Numa loja/restaurante perto da Dicteon Cave em Creta, diz um jovem para a sua mae:

"Mom, do you think that Zeus comes to this shop a lot?"

Sim rapaz, vai la todos os dias comprar paozinho fresco e desenrascar as "faltas", para nao ter de ir ao Carrefour.

E e isto que se me apraz dizer nesta que e a ultima noite em Atenas. Que desagradavel.

Ate amanha.
BM

De volta a Atenas

E ao Hotel Zeus.

So quero deixar uma pequena remark: se forem para Mykonos, por favor facam tudo por tudo por ficar em forma!! E que se nao vao sentir-se tao deslocados... lololololololol

A malta la arma-se um bocado ao pingarelho, para dizer a verdade. E os bronzeadores de cenoura e coco? Ja nao via disso em Portugal p'rai desde o tempo em que o Sporting ganhava coisas.

Por falar nisso, amanha quero ver se vou a Olimpia, testemunhar o local de inicio dos Jogos Olimpicos... Para quem gosta de desporto e emocionante, no minimo (desporto e mto mais que futebol, para quem esta a pensar que eu nao sou adepto).

PS.: Porque raio e que around the world ha sempre um arabe a trabalhar nas recepcoes dos hosteis?

uhm.

bjs
BM

domingo, 29 de agosto de 2010

Delos

A ilha onde nasceram Apolo e Artemis... foi onde andei hoje a explorar e a fotografar. Simplesmente especatcular.

O final da tarde teve lugar na praia de Ornos, ja de novo em Mykonos.

Hoje vamos jantar no Nikos Taverna, o restaurante mais popular de Litlle Venice, em Hora, Mykonos.

E daqui a pouco sera mais um breathtaking sunset que me vou fartar de registar!!!

eheheheh

BM

sábado, 28 de agosto de 2010

Mykonos

Is the place!!! If you want nice beaches, breathtaking sunsets, and party all nigth.

I just love Greece.

:p

BM

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Piskopiano Village

E o nome da terrinha onde viemos parar em Creta. So iamos ficar uma noite, mas como chegamos tarde e o barco e logo de manha, a dona Andrea esta a fazer jogo de cintura para alterar o programa todo e ficarmos mais uma noite. Parece-me bem. O senhor do Hotel "e bem simpatico" diz ela.

Parece que ha mta coisa para ver e mtas praias para ir. E pelos vistos o Senhor Deus todo poderoso ZEUS, nasceu algures por aqui. Ha que ir ver o berco do senhor, ne?

Chega de parvoice, que agora vamos mas e passear.

bj do gordo,
BM

sábado, 21 de agosto de 2010

Athina

Na terra da Deusa Grega da Sabedoria hoje vi a Acropole, o Parthenon, o Templo de Zeus, o estadio da Maratona, a Agora... tanta coisa...
sao agora 00:41, um calor de morte e amanha (ou hje) o dia comeca cedo para rumarmos a Meteora. Vou ver os mosteiros suspensos. :))))))))))))))))

Fiquem todos bem. (eu, la esta, continuo sem acentos)

bjs
BM

domingo, 8 de agosto de 2010

A Aldeia mais Portuguesa de Portugal

Monsanto


Desde 1938 que esta aldeia do Concelho de Idanha-a-Nova tem este merecido título: "A Aldeia mais Portuguesa de Portugal".

A aldeia conta com 131,76 km² de área e 1 160 habitantes, apesar de serem muito poucas as pessoas que se cruzam com os vereaneantes que por lá passam.

A cerca de 25 km da sede de concelho e a 42 km de Castelo Branco e da Guarda ou a 258 km de Lisboa e 176 km do Porto, esta é uma aldeia que vale a pena e o esforço de suportar o calor da viagem de carro para se poder subir ao Castelo.

O acesso à aldeia faz-se pela Estrada Nacional 239 e pela Estrada Municipal 567.





Conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, Monsanto foi doada à Ordem dos Templários, que lhe edificaram o castelo, em 1165, sob as ordens de D. Gualdim Pais.
Havendo registo de presença humana desde o Paleolítico, Monsanto viu acontecer vários cercos, várias tentativas de conquista por outros povos e por vários exércitos.





O seu castelo, erguido no topo do monte, começou por ser um castro lusitano, que foi depois restaurado pelos romanos. O castelo sobreviveu sempre às duras batalhas da qual foi teatro de guerra, mas no século XIX uma explosão do Paiol, na noite de Natal, destruiu grande parte da edificação. Contudo, restam ainda as torres do Peão e de Menagem, bem como a Capela de São Miguel, que data do século XII.


Para vir a Monsanto deixo vários conselhos:

- Calçado MUITO confortável, já que para chegar ao Castelo precisam de subir bastante;
- Levem água convosco ou comprem-na nos 3 ou 4 bares existentes no início da caminhada. A partir de certo ponto, deixam de haver xafaricas que vos salvem...;
- Existem algumas lojas de artesanato e umas senhoras pelo caminho a venderem as típicas Marafonas, bonecas de trapo popularizadas nas Festas das Cruzes. Não façam como eu "quando descer compro..." é porque quando descerem há forte possibilidade de estar tudo fechado... 
- Se estiverem em Castelo Branco ou na Guarda é muito fácil ir e vir no mesmo dia. Mas se optarem por ficar mais do que um dia em Monsanto e disfrutar de um magnífico pôr-do-sol (capaz de pôr o mais insensível dos seres... a reflectir...), podem pernoitar no Hotel Pousada de Monsanto (Rua da Capela, 3 - Monsanto 6060-091 - Castelo Branco - Portugal ), que fica logo à entrada da aldeia, junto à igreja Matriz. 
- Tentem levar o carro até ao ponto mais alto em que é permitido transitar... pois não precisam de mais subidas do que aquelas que vão fazer a seguir...;

Ao subir por aquelas estradas rústicas e ao passar por todas as casas graníticas vão sentir que fazem parte de outro Universo. Que regressaram à Lusitânia e que os Lusitanos voltaram a ser os senhores do mundo... e ao chegarem ao topo do Castro ou do Castelo, se preferirem, poderão contemplar uma planície que não tem fim, cravada de lagoas e árvores... e as montanhas, lá longe, como que a emoldurar a paisagem. 

E vão querer dizer que são os "Reis do Mundo!" como eu.




Nestas férias descobre o teu país!


Bjs
BM