Do gerador, eluído pela manhã
Pouco se espera, a não ser
Alguns gigas de lágrima vã
Pela coluna, radioactiva, a escorrer
À molécula, estudada com rigor
Segue-se a simples reacção de complexação
Que, estéril e eficaz, introduz o traçador
Iluminando o composto com a famosa Radiação
Avançando, assertivo,
É o técnico que dirige
O controlo Radioactivo
A prova da qualidade, no documento que redige
Com a câmara em condições
Contam-se histórias clínicas
Logo seguidas de injecções
Seguem-se depois umas horas de espera...
E o doente, como toda a boa gente
Na espera, desespera
Completamente incorporado
O radiofármaco de biodistribuição conhecida
Ilumina o volume estudado
E com imagens adquiridas com mestria
O Médico analisa e relata.
... era Patológico... Ou não seria?
Bruno Martins
Fevereiro de 2010
Acho que consegui a proeza de escrever, pela primeira vez na história da humanidade, a palavra "biodistribuição" numa espécie de poema. :)
BM