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quarta-feira, 1 de maio de 2013
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
"Uma Noite em Casa de Amália"
Na mesma noite que antecede a viagem de um jovem soldado português para terras do Ultramar, um animado serão decorre em casa da maior diva do Fado que o mundo já ouvira.
No amplo salão de sua casa na Rua de São Bento, Amália recebeu poetas, cantores, compositores e pintores que, entre poemas, cigarros e muito whisky, permitiam-se filosofar sobre a vida e o amor e, para os mais corajosos e/ou desbocados, tecer críticas de índole política.
Este é o tempo e o espaço de acção de "Uma Noite em Casa de Amália", de 4ªf a domingo, no emblemático Teatro Politeama, levado à cena por Filipe La Féria e protagonizado por Vanessa Silva no papel de Amália.
O elenco é composto por talentosos actores e cantores que nos transportam suavemente para uma realidade não tão longínqua quanto alguns querem fazer parecer. E até mesmo aqueles, como eu, que já nasceram em liberdade, conseguem sentir o modo como se vivia naquela época tenebrosa da nossa história. Mas percebem também que a música, a poesia e as artes podem ser uma enorme arma de resistência e motivação.
A Vanessa Silva, mesmo após 23 Fados, leva o espectáculo às costas até ao seu final, sem falhar uma nota sequer e, em cada uma delas, tem o condão de nos arrepiar ainda mais que na anterior.
Não creio que seja o melhor musical de La Féria, porque já assisti a produções suas realmente memoráveis, como "My Fair Lady" ou "Música no Coração" ou até mesmo "Amália", mas ainda assim é um espectáculo fascinante que vos aconselho vivamente.
Como disse no final, "é impossível sair daqui sem um brilhozinho nos olhos".
Como disse no final, "é impossível sair daqui sem um brilhozinho nos olhos".
Mesmo sem apoios do estado, a nossa cultura não há-de morrer. E esta é só mais uma prova do talento que espera em Portugal por consagração e pelo carinho incondicional dos portugueses.
Como eu gostaria de ver uma rua apinhada de teatros, com portas abertas de par em par e filas a perder de vista nas bilheteiras.
Um dia, talvez.
BM
domingo, 5 de agosto de 2012
Romeu e Julieta na Quinta da Regaleira
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| fonte |
Olá a todos, boa semana.
Este fim de semana reuni os amigos do costume e rumámos a Sintra, mais propriamente à fenomenal Quinta da Regaleira, para assistir à adaptação da mais famosa peça de Shakespeare - Romeu e Julieta, pelo grupo de teatro Byfurcação.
Começando por um jantar bastante simpático no restaurante da quinta, num dos pátios deste jardim edénico, onde podem escolher entre um prato de carne, peixe ou vegetariano e apreciar jazz enquanto tomam a vossa refeição, podem, se conseguirem e forem conscientes do vosso lugar na natureza, partilharem o vosso "eu" com o ambiente que vos rodeia e fazerem parte daquele microcosmo típico da Regaleira.
Deixem-se estar até o altifalante anunciar que o espectáculo vai começar.
Seguem-se quinze minutos de introdução à trama num dos edifícios manuelinos da quinta, com personagens a aparecerem de todas as arcadas e penduradas nas paredes. Simplesmente brilhante.
Após esses quinze minutos, serão conduzidos a outro pátio onde se desenrolará o resto da trama que se prolonga por cerca de 2h. Durante esse período assistirão, repletos de arrepios com toda a certeza, às venturas e desventuras do casal apaixonado mais famoso de sempre.
À história nada posso acrescentar, mas da adaptação preciso dizer que está excelente! Dos mais aos menos novos actores, todos fazem um ou mais papelões. A quantidade astronómica de texto que tiveram de decorar e que conseguem interpretar, muito mais que apenas debitá-lo, é algo completamente inolvidável.
Arrepiei-me por diversas vezes com o jogo de luzes entre as personagens, as fragas e as árvores da quinta. Sem dúvida nenhuma, um casamento polígamo não só mais do que legal, como repleto de harmonia e frutos de amor.
Em cena até 28 de Outubro, de 5ªf a domingo, pelas 22h. O preço é simpático: 15euro sem jantar e 25 com jantar.
A não perder.
É daquele tipo de coisas que nos alimenta a alma e que ajuda a dar sentido à existência humana.
Obrigado.
BM
domingo, 13 de maio de 2012
O melhor de La Feria
No último dia de trabalho antes da minha ida para Glasgow, fui ao Salão Preto e Prata, no Casino Estoril, ver o mix de musicais, encenado(s) por Filipe La Feria.
"O Melhor de La Feria" começa com o sonho de La Feria de encenar os melhores e maiores musicais que se faziam pelo mundo. O menino cresceu e não só já encenou alguns dos seus sonhos internacionais, como também inovou com espectáculos bem portugueses, como é disso exemplo o maior sucesso da história do teatro em Portugal, o musical "Amália".
É um espectáculo notável, como era de esperar. Tive o privilégio de ver o original de La Feria de muitos dos musicais que este best-off compila. Sempre fui fã assumido. Lembro-me de ir ver a Anabela, há quase dez anos e andar a cantar coisas com g em vez de r. E ficar com um sorriso nos lábios todo o dia.
Para quem gosta do género, não vai de lá sair defraudado. La Feira é, de facto, um génio no seu ofício.
Não percam!!
BM
segunda-feira, 23 de abril de 2012
"Encontros com o Teatro" em Caneças
Passo a transmitir a mensagem do Artecanes Teatro:
"O Artecanes Teatro, grupo amador de teatro da Sociedade Musical e Desportiva de Caneças, tem o prazer de os convidar a assistirem à conferência de imprensa que se vai realizar no dia 26 de Abril às 17.30h, no espaço da Sociedade, para a apresentação dos VIII Encontros Com o Teatro em Caneças, que se irão realizar durante os sábados e domingos do mês de Maio, e que vai contar com a presença da madrinha deste ano, a actriz Irene Cruz.
A conferência vai consistir numa apresentação do programa do Encontros Com o Teatro, seguido de conversa com a madrinha.
Saudações Teatrais
Artecanes Teatro"
A não perder, claro!
BM
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Que grande treta...
... a partida de António Feio.
Na verdade continua entre nós. A sua obra.
O seu talento.
O seu sorriso.
A sua força.
O seu exemplo.
O nosso sorriso.
Os grandes Homens não morrem nunca!
Não nos deixas um vazio, como ouvi alguém dizer. Deixas-nos um baú cheio de coisas boas, bem feitas, inteligentes, onde as novas gerações de actores podem ir beber para se aperfeiçoarem.
Nunca ninguém te esquecerá.
Até Sempre Feio!
BM
domingo, 2 de maio de 2010
Maio é mês do Teatro em Caneças

A Sociedade Musical e Desportiva de Caneças, pela mão do seu grupo de Teatro - ArteCanes - organizou, uma vez mais, o importante ciclo de peças de Teatro que terão lugar na sala de espectáculos da sociedade.
A não perder!
Programa:
Dia 1 – 21h30
Artecanes Teatro
GUERNICA
Dia 2 – 17h00
Magia e Fantasia
PATINHO FEIO
Dia 8 – 21h30
Gtaar
A BIRRA DO MORTO
Dia 9 – 17h00
Gtaar
ZACA ZACA
Dia 15 – 21h30
Canal Comédia
VIRADOS DO AVESSO
Dia 16 – 17h00
Volta ao Mundo em marioneta
SOPA DE CONTOS
Dia 22 – 21h30
Teatro passagem de nível
FOTOS DE FOGO
Dia 23 – 17h00
cegada grupo de teatro
OS OUTROS
Dia 29 – 21h30
Disfarces grupo de teatro
LONGE DOS SONHOS INFINITOS / SEX SYMBOL
Dia 30 – 17h00
Artecanes teatro
O HOMEM DA GRAVATA DE LÃ
Abraço,
BM
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
"Breve Sumário da História de Deus"

... Foi a última peça de teatro a que assisti.
Em cena no Teatro Nacional Dona Maria II, este auto de Gil Vicente é encenado por Nuno Carinhas, director artístico do Teatro Nacional de São João, no Porto.
De facto, esta é a sua primeira encenação enquanto tal.
No âmbito de uma parceria estabelecida entre os dois Teatros Nacionais, a companhia do Porto desceu até à Capital e por lá vai ficar até dia 31 deste mês. Os bilhetes são acessíveis (por 10 € consegue-se ver bem o espectáculo), por isso não há desculpa para não ir ao teatro.
Ainda por cima quando é bom. Muito bom.
Gil Vicente, mestre dos Autos como todos sabemos, tenta, nesta, contar a história da Bíblia.
Nuno Carinhas transporta esta alegoria de Gil Vicente para um nível visual e cénico com uma força incrível. As luzes, os contrastes, as roupas, os troncos nús deles e dela, a Morte, pois claro, e um cenário simples, fazem desta peça um momento alto da cultura em Portugal.
Através das desventuras de Adão e Eva, de Abel e de tantos outros, ou passando pelos profetas como Isaias, por São João Baptista ou mesmo Cristo, sempre tentados pelas criaturas demoníacas da chamada Besta (seja ela Lúcifer, Satanás, Belzebú ou o raio que o parta), a cena desenrola-se sobre o olhar atento das alegorias do Mundo e do Tempo, que vão controlando as vidas dos pobres mortais. Que morrem e ficam prisioneiros. Até que Cristo se sacrifica por eles e os salva.
A História. Todos sabem isto ou aquilo. Ainda para mais com a publicação recente de Caim de Saramago... Mas ver esta história mexer ao vivo, em carne, osso, suor e gafanhotos, vale mesmo a pena.
A não perder.

"(...) Tu me sondas, Senhor, e me conheces.
Sabes quando me sento e me levanto,
de longe escrutas as menores intenções,
reconheces a minha marcha e vigias o meu sono.
Nada de mim te é estranho.
Adivinhas a palavra que se tece ainda em mim.
Estás frente do meu rosto, estás atrás das minhas costas,
e pousaste a tua mão sobre a carne do meu ombro.
-Oh, tua ciência é a mais prodigiosa. (...)
Salmo I 39
Será?
Quem me dera saber.
BM
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