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domingo, 15 de julho de 2012

RAF Park ou a desilusão de um aficionado

Olá a todos. 

Quando ouvi dizer que ía abrir um parque de diversões em Portugal, fiquei tão entusiasmado que comecei praticamente logo a preparar-me para fazer os 333 km que separam a minha casa do parque. 

E foi o que fiz ontem. 3 horas depois de ter deixado a capital, cheguei à porta do RAF Park, em Matosinhos. Confesso que, quando vi uma pequena placa direccional para o parque, feita em A4 e colada a um poste numa rotunda, pensei que nada de bom poderia augurar dali, mas estava tão perto... 

E pronto, chegámos, estacionámos e avançámos destemidos para a bilheteira, onde estava um grande grupo de crianças. Comprámos os bilhetes. 16 euros por cada adulto. Ok, nem parece nada mau para um parque do género. 

Pagámos e ninguém nos disse mais nada. Nem um mapa, nem uma lista, nem nada com o que se podia fazer lá dentro... estranho, no mínimo. Bom, mas não ligámos. Entrámos.

Depois de 3 horas de carro, as bexigas podem deixar de ser tão pacientes quanto gostaríamos e logo que vimos a placa WC, corremos na sua direcção. Boas instalações, limpas e funcionais. Começava bem, a visita. 

A partir daí é que foi o descalabro total. 

Para começar... não havia electricidade, logo estava tudo... parado. Depois, no lugar onde era suposto estar a montanha-russa estavam só ripas de madeira no chão... as outras atracções mecânicas estavam ainda por concluir e parecem retiradas das festas de Agosto de uma vila qualquer do interior para receber os seus Avec's. Ou seja... tirando as atracções que têm de ser pagas à parte (o que também é bem parvo, mas enfim...) como o bungee jumping, por exemplo, apenas estavam disponíveis ridículas atracções como matraquilhos, insufláveis e trampolins.

Acredito que uma criança ate se possa divertir ali, mas... 

Depois a zona a que o parque chama "Área aquática" é apenas uma piscina rodeada de relva. Nem um escorrega. Nem uma prancha. É um tanque com água. Ah, que radical...

Para quem está habituado a frequentar parques temáticos e radicais, como a Isla Mágica ou o Port Aventura... olha para aquele RAF park e tem vontade de fazer aquilo que nós fizemos. Voltar à recepção e pedir o dinheiro de volta. 

E só aí é que nos explicaram que não tinham electricidade, que a entrega da Montanha Russa estava atrasada e blá blá blá e que, por isso, nos iam dar um voucher para regressarmos. WHAT?!?!? 
Regressar?!? só se estivessemos maluquinhos. Dinheiro de volta, por favor!

E mais do que isso: se fossem sérios, teriam essas informações no site do parque e tinham evitado que malucos como nós se fizessem à estrada, gastando tempo, gasolina e portagens para, provavelmente, a maior banhada das nossas vidas. 

Infelizmente, tenho de admitir que aquele parque é o reflexo não do país que temos, mas do país que somos. 

Muita garganta... e pouco mais.

Tenho pena, mas recomendo que se mantenham todos bem afastados!

BM 


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Hard Club... agora no Porto!

Depois de 9 anos a dar-nos música a partir de Vila Nova de Gaia, este projecto teve um contratempo e deixou-nos por algum tempo... Mas agora voltou, transformando o antigo Mercado Ferreira Borges, no Porto, num gigante antro de cultura musical, e não só.

Com valores como "democratização da cultura" e divulgação de novos talentos nacionais, contribuindo para a sua internacionalização, ninguém consegue ficar indiferente a este club.

Hoje, depois do trabalho e de umas voltas desnecessárias por algumas ruas esconsas da invicta (e eu que pensava conhecer o Porto tão bem como Lisboa... mas é como dizem, "à noite, todos os gatos são pardos..."), acabámos a noite nos copos com o Pedro Abrunhosa e a ouvir uma nova banda portuguesa de Rock. Grande som que tinham... só é pena o sr vocalista cantar mal como o raio.


Por apenas 1 euro, assistimos ao concerto e assim lá se foi a virgindade musical no novo Hard Club. E soube tão bem. Até direito tivemos a uma pequena lembrança...


 A certa altura das escadas que dão acesso ao bar/restaurante do Club, encontrei esta sinalética:



Percebo que a partir deste ponto não se possa fotografar (exclusivé, certo? não cometi nenhuma ilegalidade, não?!?), levar bebidas, palrar ao telemóvel, foguear e jogar Basket (se for volei, é na boa)... mas agora, que discriminação é essa de não podermos levar o nosso Panda de estimação connosco a abanar o capacete?! Parece-me extremamente desagradável esta interdição.

"Ei lá! alto e pára o baile... não pode entrar com o seu bicho, não vê ali aquele sinalinho, oh amigo?!"

"Mas, mas... o meu não é um Panda... é um Urso Pardo..."

"Ah, nesse caso, faxavor de entrar, ilustre."

Parvoíces do costume à parte... vale mesmo muito a pena passar uma, duas, várias, muitas noites no Hard Club.

Daqui a umas horas, na grande sala de espectáculos, actuarão os Blind Zero.

A não perder!

Toda esta emoção rocko-metaleira, levou-me a trautear horas a fio esta pérola musical, aqui trazida directamente de 91, no "Monsters of rock" em Moscovo:



BM