Mostrar mensagens com a etiqueta cinemas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cinemas. Mostrar todas as mensagens

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Everything is connected

Comecemos pelo trailler:


Adiei demasiado a visualização deste filme e quase não consegui vê-lo no cinema. Já só está em cena em dois cinemas em Portugal. Um em Lisboa e outro no Porto. 

Finalmente lá me decidi e a semana passada armei-me de pipocas e fui. 

E ainda bem que o fiz. 

Não tenho dúvidas ao afirmar que Cloud Atlas é o MELHOR FILME de 2012. 
E pronto, podia ficar por aqui neste meu review.

Realizado por Tom Tykwer e pelos irmãos Andy e Lana Wachowski (os mesmos de Matrix), numa estrutura não linear com 6 narrativas construídas independentemente (3 por Tom e 3 pela dupla de irmãos), que vão desde os anos 1800 até ao longínquo ano do futuro de 2144. 

A ligação destas narrativas é feita de uma maneira tão inteligente, que nos sentimos privilegiados apenas por poder testemunhar o génio da criatividade humana. 

Terá sido por isso, pela eterna ameaça do que faz pensar e questionar, que a Academia de Holywood não reconheceu esta obra, não lhe atribuindo sequer uma nomeação? 

A caracterização é impressionante, tal como a  fotografia, e conta com participações de actores de excelência - Tom Hanks, Halle Berry, Susan Sarandon, Hugh Grant e Hugo Weaving.

É desconcertante? É, sem dúvida. Mas para que serve a arte se não para pôr em causa aquilo que tomamos por certo?

A não perder. 

BM 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Les Misérables

Quem me conhece sabe que sou um profundo admirador de musicais. 

Por isso era impossível perder na grande tela a nova versão de um dos maiores musicais de sempre - LES MISÉRABLES. 

Quando estive no West End, em Londres, optei pelo Fantasma da Ópera e apesar de não me arrepender da escolha que fiz, fiquei sempre com essa ponta de mágoa, que terei de resolver rapidamente. 

Mas adiante.

A história, que relata o que foi a semente da Revolução Francesa, foi escrita pela mão do saudoso Victor Hugo e adaptado para musical por Claude-Michel Schonberg, que o apresentou pela primeira vez em 1980, em Paris. 

Desde aí nunca mais parou. Tem versões no West End e na Broadway e já dele se fizeram vários filmes. O mais recente saiu em 2012, realizado por Tom Hooper. 

Posso dizer-vos que gostei desta versão, que conta com Hugh Jackman no principal papel - Jean Valjean, mas que não fiquei apaixonadíssimo. 

Apesar de estar muito bem feito, ter cenas de cortar a respiração e ser de uma extrema beleza visual, é de interpretações que este filme vive. 

Hugh Jackman está perfeito e na sua praia. A cantoria. Não se esperava dele menos que isto. Anne Hathaway, como Fantine, tinha a seu cargo a música mais emblemática da obra e apesar de morrer muito cedo na trama, a actriz tem uma interpretação brilhante. Cheira-me a Óscar.

Pelo contrário, Javert, o polícia, é interpretado por um senhor com um currículo invejável, mas que nunca se devia ter aventurado em cantorias. Russel Crowe... não cantes mais, ok?

Por tudo isto, creio que não devem perder a oportunidade de o ver com todo o estilo que merece:


Ab
BM




terça-feira, 25 de dezembro de 2012

A Vida de PI ou uma lição para acreditar em Deus?


A incrível história de um rapazinho que sobrevive 227 dias em alto mar, dividindo um bote com um tigre de Bengala. 

But first things first. 

PI é o dimunitivo de Piscine, o nome real a quem Suraj Sharma dá vida, numa interepretação digna dos mais altos reconhecimentos. Após ter sido gozado vezes sem conta pelos seus colegas de escola, Piscine decidi adoptar PI como seu nome e faz dele a bandeira do seu destaque, apresentando-se em cada aula com mais uma curiosidade sobre este belo número que qualquer homem da ciência aprendeu a amar. A apoteose acontece na aula de matemática quando PI preenche mais de 3 quadros de ardósia com infindáveis casas decimais do seu novo nome. 

Começa bem, esta fita. 
 O rapaz passa de Piscine a PI e de gozado a herói. 

Vai crescendo e cedendo às tentações da vida, mas sempre no caminho de Deus, partilhando a fé de três religiões, até que conhece Anandi, a sua amada. Quando as coisas parecem correr-lhe de feição, o pai, dono de um zoo, decide deixar Pondicherry, a sua terra na Índia para tentar a sua sorte no estrangeiro. Levam com eles todos os animais, na esperança de fazer bom dinheiro com eles. 

Mas... durante a viagem... tudo corre mal. Parece o "Titanic, o remake". 

O barco afunda-se. Todos os passageiros morrem. Excepto PI. Pensa ele. 

No bote salva-vidas, afinal, estão também uma zebra (ou um marinheiro?), um orangotango (ou a sua mãe?), uma hiena (ou o cozinheiro?) e um Tigre - Richard Parker (ou ele mesmo?). 

O filme desenrola-se por entre as ondas de um mar revolto, medusas brilhantes, orcas gigantes e peixes voadores. 
Tempestades e discussões com Deus. 
Com batalhas pelo território e infortúnios. 

E mais não conto!!! 

Só posso acrescentar que é um extraordinário filme. 

A história de Yam Martel, que ganhou o Book Prize em 2002, é contada com mestria por David Magge, que a adaptou ao cinema e por Ang Lee que a dirigiu e realizou. 
Contam-nos uma história alegórica, cheia de cor e efeitos especiais, que estará ou não apenas na cabeça de um rapazinho perturbado que, quando é resgatado, conta uma outra história, ligeiramente diferente do que aquela que acabámos de ver e cabe-nos a nós decidir em qual delas acreditar. 

Com qual delas nos identificamos mais. 
Se aprendemos ou não a acreditar em Deus. Talvez um filme não seja suficiente para isso. 
Mas uma coisa vos garanto: é impossível ficar indiferente a uma história destas.

BM

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Aristides de Sousa Mendes - O Cônsul de Bordéus

Que pena não haver mais homens destes.

   

Não quero comparar as coisas, as épocas, ou as atrocidades, mas tremo se algo semelhante volte a atingir-nos. 

Como iríamos nós resistir agora? 

Este filme, que é a justa homenagem a um homem que Portugal e os portugueses têm teimado em não lembrar, é uma produção de rara qualidade em Portugal. 

Para além da história fantástica, à qual pouco posso acrescentar, o filme conta com as espectaculares interpretações de Vítor Norte (de quem até nem sou muito fã, mas que vai muito bem como Sousa Mendes), de Carlos Paulo, no papel de Rabino Kruger, Leonor Seixas como a pretensa jornalista Alexandra Schmidt e com João Monteiro como o jovem Aaron Apelman. 

Todo este elenco foi dirigido por João Correa e Francisco Manso, que fizeram da história de um cônsul que salvou mais de 30.000 vidas, muitas delas de judeus, uma notável obra da sétima arte. 

Já antes aqui tinha enaltecido a evolução do cinema português e esta fita é mais um excelente exemplo disso. 

A sonoplastia, mais uma vez, está realmente muito melhor e a fotografia também ficou muito boa, se bem que a paisagem de Viana do Castelo também ajuda bastante nesta tarefa. 

Apesar de ser um tema já muito batido, o filme é dinâmico e longe de ser aborrecido. 

Não pensem que só por ser português não vale a pena irem ver ao cinema. 
Olhem que vale. 
E muito!

BM

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Força Ralph!!!!!



Uma visita rápida para vos recomendar a mais recente animação de Rich Moore. 
Sim, esse mesmo. O tipo dos Simpsons. 

Não preciso de alongar-me muito, uma vez que a fita é verdadeiramente fantástica. 

O filme leva-nos uns quantos anos atrás quando quase nos descabelávamos para termos consolas e game-boys com jogos mais tétricos que o próprio tetris e que fazia as nossas delícias, em cada pixel e em cada glitch. 

A história é sobre algo que, quase de certeza, nunca ninguém tinha sequer pensado: os sentimentos das personagens dos jogos de vídeo e a sua "vida" após o fecho dos salões de jogos. Ainda estou para saber onde ficava a estação onde se encontravam as personagens dos jogos das consolas que tínhamos em casa... ou esses eram párias? Uhm, talvez. 

Os maus que se cansam de ser maus, ou os maus que o aceitam e se reúnem uma vez por semana para expiarem as suas angústias, os ainda mais maus que se apoderam dos jogos dos outros, e os que só querem fazer os miúdos felizes. 

No meio de tanta patetice, lá nos vamos recordando da nossa infância e percebendo algumas dicas e conselhos para a vida. Têm piada, esta gente que manda mensagens mascaradas de filmes "inocentes". A coisa pode é tornar-se um bocado perigosa. Pelo sim, pelo não... acompanhem sempre as vossas crianças na visualização deste tipo de coisa. Epá, que desculpa maravilhosa que eu aqui arranjei para todos podermos ver bonecos à vontade. 

:)

Ab
BM



domingo, 21 de outubro de 2012

Frankenweenie

Tim Burton voltou com uma longa metragem baseada numa curta do início da sua carreira. 

Desta feita, é uma animação stop-motion em preto e branco, que nos vem lembrar que o Tim Burton dos idos tempos de Vincent, continua bem presente e em forma. 

Frankenweenie conta a história de Viktor, que devem conhecer de Corpse Bride, e do seu melhor amigo de infância, o seu cão Sparky. Certamente lembrar-se-ão de Viktor falar de um cão que teve na infância em Corpse Bride... pois, era o Sparky, que agora vê a sua história recontada e relembrada.

Viktor era uma criança curiosa, cheia de perguntas e amante da ciência. E, como todos os meninos que  são assim, levava uma vida solitária e com poucos amigos. Sparky era, assim, o seu confidente e companheiro de aventuras. 

Quando um dia o pai tenta dinamizar a vida do rapaz, o seu cão sofre um acidente fatal. 

Viktor fica devastado. E é aí que a loucura começa. 

Depois de uma aula de ciências sobre electricidade, Viktor decide trazer o seu cão de volta, à lei da canalização de energia das nuvens. E resulta!! 

O problema é que... naquela altura, um segredo destes era quase pecado. E cedendo a chantagens Viktor ajuda a criar uma série de monstros que quase destroem a cidade. 

Mas o herói no fim salva tudo e todos e ainda há uma certa lamechice qb para nos acalentar o coração. 

Como já previa, adorei o filme. Aconselho vivamente. 

Aqui fica o trailler:


Sin cera,
BM

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sugestões cinéfilas

O resultado da preguiça, hoje, revela-se num artigo muito mais pequeno que o habitual.

Primeiro porque o filme que ía começar por sugerir, já o vi na semana passada e um review sobre o mesmo já foi antes publicado no blog da Ana, pelo que não vou bater mais no ceguinho, que é como quem diz, aborrecer-vos com mais descrições de "Linhas de Wellington".

Vou só dizer que gostei bastante e que fico muito feliz ao ver o fluxo de filmes de produção nacional aumentar. Agora está nas nossas mãos e ir vê-los ao cinema e apoiar os nossos artistas. Só assim terão espaço para melhorar. Devo dizer-vos que este filme é já de uma qualidade diferente, bastante superior. A sonoplastia é inqualificavelmente melhor do que a maioria dos filmes portugueses e isso faz toda a diferença.

Deixo-vos só o trailler para vos aguçar o apetite:


O elenco é de luxo! Não só reúne alguns dos melhores actores portugueses, como ainda vai buscar estrelas internacionais (John Malkovich num filme português?!? What????) para enriquecer o cenário das invasões francesas. 

A não perder. 

A outra metragem que vos venho sugerir, para um dia em que se sintam de mente muuiitooo aberta é "7 dias em Havana":


Digo-vos para irem de mente muito aberta porque este filme é capaz de vos dar vários nós na cabeça ao mesmo tempo. Para já é dirigido por 7 realizadores. Um por cada dia da semana que Havana vê nascer perante os nossos olhos. Depois porque são 7 histórias diferentes, mas com linhas comuns entre elas.

Depois ainda porque é em Cuba e, como sabemos, Cuba é um sítio especial. Tem muito calor, muita salsa, muito sex appeal, muita música, muita cultura e ainda muitos problemas por resolver, como, por exemplo, o criminoso embargo dos EUA que proíbe Cuba de comprar bens nos mercados internacionais.

Eu, que já lá estive, acho que alguns aspectos do filme estão um bocado exagerados. Mas é isso mesmo que se quer, não é?

Apenas para vos dar um exemplo parvo: aquela ideia que ainda permanece que toda a gente ainda conduz carros dos anos 60... fica muito bonita em pinturas e em postais da ilha, mas já em 2006 quando lá estive... já não era assim tão comum. Ainda os há, claro. Mas a grande maioria começava já a ser substituída por carros japoneses. E por aí adiante. Ok que o filme ainda se passar na era de Fidel e alguma coisa já mudou desde esse tempo. Mas... continuo a dizer a toda a gente que... se querem perceber Cuba... têm de lá ir! :)

Agora, se vale a pena ver este filme? Claro que sim.
Se não fosse material interessante... Emir Kusturica  não tinha decidido aparecer, não concordam?

Ab
BM

domingo, 23 de setembro de 2012

To Rome with Love



A mais recente loucura de Woody Allen é qualquer coisa do outro mundo. A desconstrução de mitos e clichés da nossa sociedade de aparências.

Pelo meio, verdadeiros momentos de comédia subtil e inteligente, preenchem e ligam os elementos do filme.

Depois de Midnight in Paris, a minha fasquia estava elevadíssima, mas nem por isso se moveu um milímetro. Ok, não removeu o de Paris do primeiro lugar da lista das minhas preferências, mas este de Roma, passou-a a integrá-la, sem dúvida.

Reitero, no entanto, a minha recomendação ao sr. Woody. Isto de fazer filmes pela Europa é muito bonito... mas queria ver era um em Lisboa.

Os actores foram bem escolhidos e interpretam na perfeição a trama que saiu da cabeça de Woody. Dei por mim, várias vezes, a pensar e depois a dizer em voz alta, "quero o mesmo que este senhor anda a fumar!".

Um ponto que não me cativou tanto como o primeiro desta série de capitais, foi a banda sonora. Não estou a dizer que não gostei. Longe disso. Mas podia ser melhor.

Por tudo isto, recomendo vivamente que se tirem dos vossos cuidados e vão ver esta fita no grande ecrã.

PS.: Os cinemas UCI têm parceria com o Holmes Place. Parece que, agora, treinar dá desconto em todo o lado. Por mim, tudo bem.

Sin cera,
BM

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

"I VOLUNTEER!"

LOLOLOL


BM

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ice Age 4 - Uma pequena nota



Uma passagem rápida, para vos recomendar mais uma película que nunca desilude. 
Rápida, porque é tão boa como sempre. 

Anos depois do último momento na história destas tresloucadas personagens que já fazem parte dos nossos corações, chegam-nos mais aventuras provocadas pelo inevitável Scrat que, sempre em busca da sua belota, provoca a derivação continental e desenha a silhueta terrestre como hoje a conhecemos. 

Claro que pelo caminho, há lutas com piratas, novas histórias de amor e provas de amizade inquestionáveis. 

Para quê continuar a descrever a perfeição desta animação? 

NÃO PERCAM!

BM

domingo, 17 de junho de 2012

Snow White and the Huntsman


Fui hoje ver esta película, da qual, digo já, gostei bastante. 

Mas comecemos pela inquietação da coisa. Mas que raio se passa para desatarem a fazer filmes da Branca de Neve agora? Devem ter reparado que esteve também em cena, o "Mirror Mirror"- mais uma Branca de Neve - certo?

Então parece que se comemoram 200 anos desde que os irmãos Grimm, esses grandes malucos que reuniram as mais conhecidas histórias europeias de que há memória, recolheram este conto alemão. 

Pronto, está percebido. 

Vamos, pois, ao que interessa:

- A história é contada um pouco de maneira diferente da que nos habituámos a ler e a ver pela mão da Disney, o que pode ser um pouco confuso... sinceramente, como nunca li o original, não sei qual será mais fiel. 

Não querendo ser spoiler, vou apenas dizer que esta Branca de Neve aprisionada desde criança pela bruxa malvada, brilhantemente interpretada pela não menos brilhante Charlize Theron, na torre norte do castelo, consegue um dia fugir ao seu jugo maléfico. Com a ajuda, claro, dos seus inevitáveis amigos animais. E é aí que a caça começa. O ex-Thor, é chamado para a perseguir e entregar à rainha em troca da alma sua mulher morta. 

Só depois de a apanhar na floresta negra, é que o caçador percebe que a promessa da rainha não passa... de mais uma dissimulada mentira.... (mulheres...). E passa a ser o "melhor amigo" e protector da   jovem princesa. 

Não lhe faltam anões, maçãs e muita magia. Mas, como disse, é tudo um pouco diferente, o que até acaba por ser interessante. 

Contudo, há pormenores que me desagradaram. Por exemplo, era escusado porem a bruxa a sugar a juventude de jovens meninas, tal qual os dementors do Harry Potter... muito escusado... 
Perdoem-me os fãs e apesar de achar que a protagonista, Kristen Stewart, até não está mal de todo (fazendo-lhe justiça, tem até algumas boas cenas), ainda lhe falta muito trabalho para se descolar da pobrezinha que se apaixonou por um vampiro. Houve até alturas em que pensei que ía aparecer lá um deles e um lobisomem e andarem todos à pêra para a conquistarem no final... mas felizmente isso não aconteceu. Mas aconteceram troll´s... e depois de ver os troll´s do Senhor dos Anéis... aquele até parecia um animalzinho simpático. 

Tirando estas pequenas coisas, o filme tem uns efeitos especiais notáveis, o guarda-roupa é também muito bom e, uma vez mais... a fotografia é SUBLIME. Não me admirava de o ver nomeado nesta categoria. Parabéns ao Greig Fraser!

Resumindo, vale a pena pagar o bilhete e ver o filme num grande ecrã.

BM

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Dark Shadows

Claro que é um filme polémico!!

É de vampiros e bruxas e outros que tais, for christ's sake.


E para além de ser composto por essa bicharada toda, ainda é realizado pelo lunático Tim Burton. Claro que não podia ser um filme normal. E se tudo isso não chegasse... é interpretado por Johnny Depp.

Uma história de amor dramática, como convém a um bom vampiro, bruxas malévolas e podres de boas que se partem que nem ovos e meninas e meninos que vêm e falam com fantasmas. 

Obviamente que quem não gosta deste tipo de loucuras, vai achar o filme uma palhaçada. Quem gosta de rir com este tipo de patetices, vai adorar ver vampiros e bruxas a destruir salas inteiras, praticando o verdadeiro amor selvagem interracial. 

Agora mais a sério: tal como vem sendo habitual, a fotografia dos filmes de Burton é fenomenal! Planos fantásticos ajudam a compôr a triste história da família Collins que parte de Liverpool para construir um império no Maine, nos Estados Unidos. E tudo teria corrido bem, se não fosse o filho mais novo do casal Collins ter recusado o amor... de uma bruxa, que jurou vingança e amaldiçoou toda a sua família.

Já se sabe do que uma mulher despeitada é capaz. Seja bruxa ou não. 

Olhem, eu gostei (principalmente da bruxa!!! sim, srª menina Eva Green, grandes atributos! :) ) e recomendo.

BM

domingo, 6 de maio de 2012

"The Raven"

"The Raven" é a nova película do realizador de "V for Vendetta", James McTeigue, e conta com John Cusack no principal papel. E que papel esse que John teve a responsabilidade de interpretar. Nada mais nada menos do que o escritor que inspirou este e tantos outros filmes... o grande, o único... Edgar Allen Poe.

Já tive oportunidade de escrever sobre ele por aqui; se o quiserem recordar, é favor clicar para ler. Como tal, não me vou alongar em elogios ao artista, apesar de ele merecer cada um dos adjectivos que me passam pela cabeça sempre que leio uma das suas histórias. 

Consigo perceber porque é que as pessoas se deixam levar pelo seu imaginário sombrio. É que a linha que separa a ficção da realidade é tão subtil que, por vezes, parece que Poe não é mais do que um jornalista a relatar algo que se passou realmente. Mas não. Tudo provém da sua cabeça.

Agora, daí até acontecer o que acontece neste filme... já é preciso ser-se ligeiramente, vá, psicopata.

Um dos maiores fãs do escritor, cuja identidade permanece misteriosa até poucas frames do final do filme (e, melhor, uma personagem que se mantém muito camuflada, sendo muito difícil desconfiar dela quase até ao fim... o que nem sempre acontece neste tipo de thriller que, mesmo querendo levar-nos numa direcção, consegue-se logo perceber que se nos querem levar para a esquerda, é porque é para a direita... mas neste não!!), começa a matar pessoas tendo como inspiração... as fantásticas histórias de Poe.


Alimentando-se da genialidade do escritor, o psicopata vai recriando os ambientes, as personagens das histórias e, naturalmente, também o seu enredo e desfecho, matando as suas vítimas com todos os pormenores descritos por Poe. 

Como era de esperar, Poe foi o primeiro suspeito dos assassínios. Acontece que, no momento em que está a ser interrogado, mais um crime é reportado, desta feita com o "O Poço e o Pêndulo" como pano de fundo. A partir daí é chamado a participar na investigação, de maneira a antecipar os passos do assassino. Poe é a sua inspiração, mas não posso deixar de dar créditos também à sua imaginação e engenho ao deixar pistas e manipular toda a gente até conseguir raptar e manter cativeira a amada de Poe. Para a descobrir, Poe terá de continuar a escrever e a publicar as suas histórias de terror, mas desta feita passou de autor a personagem, escrevendo o seu próprio destino naquelas páginas de jornal. 

E, tal como convém a um gótico dedicado, envolto em sombra e tragédia, troca a sua vida pela da sua amada. 

É um filme bastante bem conseguido, cheio de suspense e que nos incomoda, tal é o nível da ansiedade que transmite. Penso que é esse o objectivo deste tipo de filme e, portanto, este cumpre na perfeição. 

Certamente um dos melhores filmes do ano, até agora. Penso só que John Cusack não foi a melhor escolha para esta personagem... não estou com isto a dizer que está mal, longe disso, mas penso no que um Robert Downey Jr poderia ter feito com ela... só faltou um desempenho soberbo para esta película ser uma masterpiece.

Aqui fica o trailler para os interessados:



Imperdível!!

BM



sábado, 21 de abril de 2012

"To the Artic"

Imperdível!

 

Narrado por Meryl Streep.

 Ab BM

terça-feira, 17 de abril de 2012

The Intouchables

Olá a todos. Este fim de semana vi um dos melhores filmes dos últimos tempos e, seguramente, o melhor em francês desde Amélie. 

Ao contrário da minha companhia, gosto bastante de francês e, apesar de não ser fluente, falo com alguma facilidade e consigo manter uma conversa simples. Se consigo discutir política ou teologia?! Claro que não, mas chega para perceber praticamente tudo o que oiço. E gosto mesmo disso. Fez-me lembrar os meus estudos em Bruxelas e de quando me passeava pelas ruas e ficava pasmo quando via crianças de 5 anos a falar melhor que eu. 

Foi difícil adaptar-me e disse alguns impropérios a alguns dos meus doentes. Mas aprendi muito, nunca me esquecerei. A verdade é que ver este filme, deu-me ainda mais vontade de ir comer um gauffre au chocolat à Grand Place, com o Maneken Pis a velar por nós. 

 Esta película, realizada por Olivier Nakache e Eric Toledano, fala, sobretudo, sobre ser genuíno. E como essa genuinidade permite ver quem são, realmente, os nossos amigos. A história é-nos contada por François Cluzet, que interpreta um tetraplégico completamente fisicamente dependente de terceiros. 

Omar Sy é um anjo que cai na sua vida. Com toda a sua crueza e falta de sensibilidade, dá-lhe aquilo que ele mais anseia. Sinceridade. Que é alguém que não o olha com os olhos cínicos de falsa piedade, de pena, e simultaneamente, de alívio por não ser ele sentado naquela cadeira de rodas.

 

Como se pode antever pelo trailer, o filme tem cenas completamente hilariantes, de pura comédia, de quem não tem medo de brincar com as coisas sérias da vida e de quem não está disposto a desistir de ser feliz. 

Por mais que a vida lhe traga obstáculos. 

 A não perder.

bjs
BM

terça-feira, 10 de abril de 2012

"To Rome with Love"

Pela mão do Sr. Woody Allen, e depois de "Midnight in Paris" (UAU!!), chega agora "To Rome with Love":


Será que o próximo filme do senhor chamar-se-á 
"In deep crisis somewhere between Athens and Lisbon"?

É só uma sugestão Sr. Woody.

Entretanto, não perderei este italiano. E vocês?

BM

domingo, 25 de março de 2012

"May the odds be ever in your favor"

Olá amigos.

Ontem foi dia de ver o tão esperado (bem, pelo menos por mim) "The Hunger Games". 

Como é inevitável, não serei capaz de não partilhar o meu review que será, digo já, extremamente positivo.

"The Hunher Games" é uma adaptação do livro homónimo escrito por Suzanne Coliins. Diz quem leu o livro que não lhe faz inteira justiça. Eu, como ainda não li, fiquei completamente esmagado, maravilhado, com o filme. 

Com a classificação actual de 8/10 no IMDb, o filme é realizado por Gary Ross e conta a história dos países da América do Norte que, após uma violenta guerra, volta a conquistar a "Paz" e a reunião debaixo de um novo e único país chamado "Panen", que se divide entre o Capitólio, a metrópole rica e muito desenvolvida (não sei se terá sido inspirado em, mas aquela metrópole parecia mesmo o Dubai, digo eu) e 12 distritos, a maioria muito pobre e de natureza operária. 

O preço a pagar por esta suposta "paz" é a realização, anualmente, de um reality show, na verdadeira acepção da palavra, no qual cada distrito tem de escolher, à sorte, um rapaz e uma rapariga entre os 12 e os 18 anos para combater nos Jogos da Fome, num ritual a que chamam "ceifa". 

São 24 jovens tributos que lutam até à morte, havendo apenas um vencedor no final. E isto tudo porquê? Para que o povo se lembre das revoltas do passado e que a "liberdade tem um preço". Basicamente, é uma sátira ao poder autoritário que esmaga constantemente povos que admitem ser carneirinhos automatizados. 

Os nossos heróis vêm do distrito 12, cujos residentes são principalmente mineiros. Não quero revelar muito mais, para não vos tirar o gostinho de saborear cada frame daquela espectacular fita. Mas também não posso não falar de Katniss Everdeen, a rapariga que se dá como voluntária quando a sua irmã mais nova é escolhida para participar nos jogos. 

 É ligeiramente violento, devo dizer aos mais sensíveis, mas nada que não se aguente bem. Para os mais ansiosos é pior, eu acho. É essa a grande mais valia desta história... estar sempre à espera do que vai acontecer a seguir. 

Fiquei assumidamente fã. Aconselho-vos a não perderem. Aqui fica o trailler para vos aguçar o apetite:



Ab,

BM

terça-feira, 20 de março de 2012

John Carter

Amigos,

Num saltinho para recomendar:


"John Carter" de Andrew Stanton, o realizador de outros épicos como "Finding Nemo" e "Wall-E", é o filme que dá corpo ao romance homónimo de Edgar Rice Burroughs.

Conta a história de um veterano de guerra que é telegrafado para Marte. E lá se apaixona por entre todos os povos onde é feito prisioneiro.

Este é, provavelmente, o filme mais tresloucado que vi. Convém referir que é baseado no mesmo livro que inspirou a "Guerra das Estrelas", por isso, não se admirem com as semelhanças. Se as encontrarem.

Muito interessante. Mas preparem-se para sentimentos muito díspares, enquanto o estiverem a ver.

AH! Se não gostam de monstros e coisas irreais... sim, este filme não é para vocês.

Abraço,
Bruno Martins

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Iron Lady



Dirigida por Phyllida Lloyd, Meryl Streep é Margaret Tatcher, The Iron Lady. 


A primeira mulher a desempenhar o cargo de primeiro(a)-ministro(a) no Reino Unido e bem conhecida pelas suas políticas conservadoras de direita. 

A sua oposição ao regime soviético era quase visceral e, provavelmente, irracional por desconhecimento da realidade. A verdade é que, contra todas as dificuldades, enfrentando diversos lobbies, lá conseguiu chegar à chefia do seu partido Conservador e 4 anos mais tarde a chefe do governo.

Serviu durante 11 anos e, durante esse período, foi amada e odiada diversas vezes, até se ver obrigada a pedir a demissão. 

Ficou claro que o caminho que ela escolheu, de AUSTERIDADE, não resolveu coisa nenhuma... pode ser que alguém comece a pensar nisso e que perceba que se não resolveu naquela altura, talvez também não resolva agora em Portugal ou na Grécia... 

Mas enfim, não é de política que vos venho aqui falar hoje, mas sim de cinema. 

Meryl Streep está igual a si a mesma. Fantástica. Mais uma brilhante interpretação para somar a tantas outras com que já nos brindou. Parece-me muito difícil não adorar esta senhora. A sua capacidade de se transformar a cada papel é notável. 

Quanto ao filme: quero começar por dizer que gostei. É uma fita que vale a pena ver, nem que seja para nos lembrar da história. Mas a verdade é que o filme está bem feito. Tem um ritmo interessante e deixa-nos sempre atentos ao que se vai passar a seguir. Era fácil este filme cair no tédio e no desinteresse, mas a equipa foi capaz de encadear os acontecimentos de maneira a que o espectador está em permanente ansiedade, o que, neste caso, é bom sinal. 

Apesar de ter um mísero 6,2 no iMDB, é decerto um filme memorável e não apenas só mais um. Por outro lado, parece-me que Meryl tem hipóteses de convencer a Academia e de levar o Óscar para casa.

Uma coisa é certa: da polémica não se livra. Muitos britânicos referem que o filme não caracteriza bem a sua Dama de Ferro. Outros, por outro lado, dizem que os primeiros só fazem estas declarações por sentirem vergonha de assumir que a ex chefe de estado esteja taralhoca e tenha alegres conversas com o seu falecido marido. 

Não percam, by the way.

BM



terça-feira, 27 de setembro de 2011

Oficialmente o meu filme favorito!


Pelo menos um dos!

Já não me acontecia o que me aconteceu a ver esta película há anos. Pura e simplesmente esqueci-me que existia mundo. Guerras. Troikas. Buracos na Madeira. Albertos que contam com o Continente. Tese. Novos serviços. Problemas. Equipamentos atrasados. Pessoas confusas. Outras más. Outras coisa nenhuma.

Um enorme obrigado ao senhor Woody Allen por me transportar para aquela época de que, afinal, também eu sou aficcionado. Os anos 20... ahhhhh que lindo! O requinte, a cultura, os escritores, os pintores, o Moulin Rouge, o absinto e o amor livre... a Boémia. Como teria sido feliz lá.

Pouco consigo escrever sobre este filme, tal é a minha vontade de lhe render os mais lamechas, rasgados e pirosos elogios.

Desde uma banda sonora brilhante, na voz de Cole Porter essencialmente, até uma interpretação apaixonada de Owen Wilson. E depois... Paris é sempre Paris. Não, não é a minha cidade favorita. Mas não posso negar que tem uma magia qualquer. Não é à toa que se comem românticos crepes au nutella debaixo da luzente Torre Eiffel, que se beijam os amantes quando passam naquela ponte no Sena.

Sim, é uma cidade para amar. Amar a vida, amar pessoas, amar a arte, amar a literatura, amar, amar, amar... até não teres mais forças para caminhar sob a chuva que brinda à tua felicidade. E acabas a beber cacau quente em Monmartre, rodeado de putas e chulos, e homens desesperados por um minuto longe da solidão.

E agora tentem imaginar isto tudo, fechando os olhos e ouvindo estas maravilhas:



Bisou,
BM